APRENDIZAGEM ATIVA DA CRIANÇA

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Desenvolvimento e aprendizagem ativa da criança

Ao observarmos o comportamento de uma criança, percebemos como é o seu desenvolvimento. Nomeia-se comportamento ou conduta suas ações e reações, sejam elas reflexas, voluntárias, espontâneas ou aprendidas.

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Há muito tempo, estudiosos vêm procurando estabelecer as características essenciais do processo de desenvolvimento infantil e descobriram que embora as crianças progridam passando pelas mesmas etapas, apresentam diferenças quanto à idade em que se tornam aptas a executar certas atividades e ao modo como são capazes de executá-las. Essas diferenças podem ser atribuídas ao ritmo próprio de maturação de cada criança e às diferentes situações de aprendizagem a que é exposta.

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A aprendizagem é vista como uma experiência social que envolve interações significativas entre crianças de várias idades e pessoas mais velhas. Cada criança aprende em ritmo diferente e tem interesses e experiências únicas e, quando ela é encorajada a interagir e a se comunicar livremente com indivíduos de todas as idades, tem maior probabilidade de alcançar seu potencial pleno para o crescimento. Essas experiências sociais ocorrem no contexto de atividades do dia-a-dia em que a criança planeja e inicia por si mesma ou dentro de atividades iniciadas por adultos que permitem ampla oportunidade para ela escolher, conduzir e se expressar individualmente. Num ambiente interativo, a criança se beneficia com instruções diretas ou indiretas dadas por pessoas mais experientes, com estratégias de comunicação e socialização entre indivíduos de pensamentos e atitudes diferentes e com situações que envolvem solução de problemas e aquisição de habilidades.

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A aprendizagem ativa é fundamental para o desenvolvimento pleno do potencial humano (motor e cognitivo) e essa aprendizagem ocorre mais efetivamente em ambientes que provêm oportunidades apropriadas ao desenvolvimento da curiosidade, da criatividade e da autonomia da criança. Nas situações interativas, a criatividade se inicia com a curiosidade e se desenvolve no processo de experimentar e de descobrir, corroborando para novos conhecimentos. A falta de curiosidade inibe a aprendizagem ativa retardando o processo de desenvolvimento pleno. Entende-se por aprendizagem ativa o processo dinâmico e interativo da criança com o mundo que a cerca, garantindo-lhe o desenvolvimento da saúde física e mental, a apropriação de conhecimentos e estratégias adaptativas a partir de suas iniciativas e interesses e dos estímulos que recebe de seu meio social.

A aprendizagem ativa é baseada em quatro ações básicas:

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  • Ações diretas sobre objetos: a criança manipula objetos usando seu corpo e seus sentidos, e com essas experiências concretas, gradualmente começa a formar conceitos abstratos.
  • Reflexão sobre as ações: a compreensão da criança sobre seu mundo se desenvolve à medida que executa ações originadas da necessidade de testar ideias ou encontrar respostas para questões
  • Motivação intrínseca, invenção e generalização: o anseio para aprender surge claramente de dentro da criança. Os interesses pessoais, questões e intenções levam à exploração, experimentação e à construção de novos conhecimentos.
  • Solução de problemas: diante de um problema real, a criança busca respostas, e barreiras às suas intenções aparecem ou resultados inesperados de suas ações acontecem, e assim, o processo de harmonizar o inesperado com o que ela sempre soube sobre o seu mundo estimula a aprendizagem e o desenvolvimento.

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Para que a criança alcance este desenvolvimento, faz-se necessária a presença “do outro” na mediação deste processo. Vygotsky nos ensina que a criança constrói seu conhecimento e desenvolve habilidades desde o seu nascimento retroalimentando seu mundo interno com o que recebe do mundo externo numa interação, a princípio com o adulto, e posteriormente com outras crianças.

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Dessa maneira, é essencial que a criança estabeleça com “o outro” relação em diferentes esferas e níveis de atividade, pois é através de manifestações interativas que a criança expressa seus problemas, seus sentimentos; se comunica, se relaciona; estabelece vínculos e aprende.

 

Bibliografia

DAVIS, Cláudia e OLIVEIRA, Zilma. A criança enquanto ser em transformação in: Psicologia na educação. Cortez: São Paulo, 1994.

WINNICOTT, Donald W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Ícone, 1975.

 

Cássia Maria Braga de Almeida67446_339331452867536_2085073785_n

Pedagoga, Psicopedagoga, graduada em Letras, pós-graduada em Ortografia e Texto da Língua Portuguesa e especialização em Educação Especial – DM.

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