DICAS CULTURAIS, DIVIRTA-SE

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DICAS CULTURAIS

DIVIRTA-SE

Dicas de Teatro

 acorda amor

Já indiquei Acorda Amor!, com o Teatro Cego, em Santos. Agora eles voltam para São Paulo. A reestreia é dia 10 de Abril no CCSP.

A experiência é inesquecível porque o espetáculo é encenado completamente no escuro. São poucas apresentações.

Vale ressaltar que no elenco alguns artistas são cegos e outros enxergam.

Com texto e direção de Paulo Palado, a trilha sonora é toda baseada na obra de Chico Buarque e executada ao vivo pela excelente banda Social Samba Fino.

Na trama, quatro jovens lutam pela liberdade durante a ditadura militar nos anos 70.

Apesar de não visualizarmos as cenas, compreendemos todo o enredo. Parece que estamos enxergando as cenas de tão bem feito que é: vozes, sons, cheiros e sensações táteis ajudam o público na compreensão da história.

Acorda Amor! é uma instigante viagem ao mundo dos deficientes visuais. Conforme diz o release: ¨com a percepção de que a compreensão do mundo que nos cerca vai muito além daquilo que os olhos podem ver¨. Imperdível!

Ficha Técnica e Serviço:

Arranjos e direção musical: Lua Lafaiette

Trilha Sonora: Social Samba Fino

Créditos Fotos de Divulgação: Vicente Sileo

Elenco

Paulo Palado

Sara Bentes

Sergio Sá

Ian Noppeney

Leonardo Santiago

Músicos (Social Samba Fino)

Luiz Mel – voz e cavaquinho

Eric Budney – contrabaixo acústico e elétrico

Jonas Dantas – piano

Rafael Pereira – bateria

Raphael Braga – guitarra

Claudio Martins – percussão

Paulinho Franguets – percussão

Gerência de Produção: Carlos Righi

Equipe de produção: Zan Martins, Paula França, Bruno Righi, Lourdes Righi

Centro Cultural São Paulo (65 lugares). Rua Vergueiro, 1000. Informações: 3397.4002 Bilhteria: de terça a domingo, das 10h00 às 22h00Sexta e Sábado às 21h | Domingo às 20h00. Ingressos: R$ 20. 10% do total de ingressos, de cada apresentação, será destinado gratuitamente a idosos (acima de sessenta anos) e deficientes visuais. Somente 6 apresentações: Dias 10, 11, 12, 17, 18 e 19 de Abril. *Dia 17 de abril (sexta-feira): duas apresentações: 19h00 e 21h00*. Duração: 60 minutos. Recomendado: 14 anos.

ludwig e suas irmas

Ludwig e suas irmãs, texto do austríaco Thomas Bernhard, estreia, sexta, 3 de abril no CCSP, com os atores Jorge Emil, Lavínia Pannunzio e  Cléo De Páris. No dia 10 de abril, sexta-feira, os ingressos custarão R$ 3,00. 

O diretor Eric Lenate é profissional que realiza trabalhos com a finalidade de contribuir para o aprimoramento do senso crítico do espectador com relação ao mundo em que vivemos.

O diretor coloca como foco da encenação a palavra e tem como objetivo ressaltar as reflexões que a peça propõe sobre a incapacidade do ser humano diante de algumas questões que a vida apresenta.

Também são colocadas em cena discussões sobre a produção artística atual. 

Thomas Bernhard viveu no século XX e os seus textos são extremamente atuais. Na peça, Ludwig (Jorge Emil) é um filósofo famoso, mas tem dificuldade em se relacionar com as pessoas.

Ciente dos seus problemas psicológicos, ele sempre se interna num sanatório, mas as suas irmãs, Ritter (Cléo De Páris) e Dene (Lavínia Pannunzio) levam o filósofo para o lar da família. Ele fica revoltado com essa atitude porque não concorda com o jeito de pensar e agir de Ritler e Dene.

O destaque da encenação fica para a trilha sonora, que traz trechos da Sinfonia Eroica, de Ludwig van Beethoven.

Ficha Técnica e Serviço:

Direção: Eric Lenate.

Texto:  Thomas Bernhard.

Tradução:  Erlon José Paschoal.

Elenco:  Jorge Emil, Lavínia Pannunzio e Cléo De Páris.

Figurinos e Adereços:  Rosângela Ribeiro.

Cenografia e Adereços :Eric Lenate.

Iluminação:  Aline Santini.

Trilha Sonora, Sonoplastia e Engenharia de Som: L.P. Daniel.

Programação Visual e Projeto Gráfico: Laerte Késsimos.

Fotos e Vídeos: Leekyung Kim.

Direção de Produção:Ricardo Grasson.

Produção Executiva: Cícero de Andrade e Ricardo Grasson.

Realização e Produção: Gelatina Cultural e Schfiguer Produções. Idealização – Sociedade Líquida.

Centro Cultural São Paulo: Rua Vergueiro, 1000 – Estação de metrô Vergueiro – Fone 11 3397-4002. Bilheteria – De terça a domingo, a partir das 13 horas. Capacidade – 321 lugares. Acesso para deficientes físicos.http://www.centrocultural.sp.gov.br. Temporada – Sextas-feiras e sábados, às 21 horas e domingo, às 20 horas. Ingressos – R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada) e venda pelo site www.ingressorapido.com.br.  Até 17 de maio. Duração – 80 minutos. Recomedado: 16 anos.  Vale repetir: No dia 10 de abril, sexta-feira, os ingressos custarão R$ 3,00. https://www.facebook.com/ludwigesuasirmas?fref=ts

A ùltima Sessão

Laura Cardoso, Nívea Maria, Etty Fraser, Sonia Guedes, Sylvio Zilber, Miriam Mehler, Gésio Amadeu, Gabriela Rabelo, Yunes Chami e Marlene Collé estão em A ÚLTIMA SESSÃO, peça escrita e dirigida por Odilon Wagner.

Nas próximas edições das minhas dicas culturais eu falo sobre essa peça, A Última Sessão.

Deixarei a dica, mesmo após colocar o link para a matéria aqui, pois é uma montagem que precisa ser vista por quem ama a nossa arte.

Num mundo em que a terceira idade ainda sofre muito com a falta de respeito de pessoas que ainda não perceberam que um dia irão envelhecer,

A Última Sessão é uma homenagem merecida aos artistas que brilharam e ainda brilham nos palcos e na TV.

Laura Cardoso merece uma atenção especial: são 70 anos de carreira e 89 de idade! Felizmente ela ainda está produzindo, trabalhando e encantando a todos.

SINOPSE

A história se passa durante o almoço de domingo no Clube Inglês, onde amigos entre 75 e 85 anos de idade reúnem-se semanalmente. São personagens engraçados e dinâmicos, como são as pessoas dessa faixa etária nos dias de hoje. Um grupo de amigos que convive com humor e picardia, conduzindo essa comédia de costumes num ritmo contagiante.

Para saber mais:

http://crisbortolossi.com/2015/03/28/a-ultima-sessao/

Mais um espetáculo com trilha de Chico Buarque:

opera do malandro

São Paulo recebe mais uma montagem de Ópera do MalandroA nova montagem do musical, de Chico Buarque, tem a direção de João Falcão e o elenco é basicamente masculino. Larissa Luz é a única atriz em cena, e vive João Alegre, uma espécie de narrador. O espetáculo chega a São Paulo depois de temporada no Rio de Janeiro.

João Falcão é fiel à história original do contrabandista Max Overseas, que casa em segredo com Teresinha, filha de Duran, poderoso dono de bordéis e cabarés da Lapa, no Rio de Janeiro, nos anos 1940, mas coloca atores em papéis femininos porque faz parte das pesquisas do diretor para o teatro e TV, com relação  à inversão de gêneros

A trilha sonora é o grande destaque da montagem, que tem músicas do espetáculo original, do álbum Malandro, de Chico, e do filme homônimo, dirigido por Ruy Guerra.

O elenco tem vozes afinadíssimas. Uma ótima pedida para quem aprecia a obra do Chico Buarque.

Ficha técnica e Serviço:

Adaptação e direção: João Falcão

Direção musical: Beto Lemos

Direção de produção e idealização: Andréa Alves

Elenco: Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Bruce de Araújo, Davi Guilhermme, Eduardo Landim, Eduardo Rios, Fábio Enriquez, Guilherme Borges, Larissa Luz,Rafael Cavalcanti, Leo Bahia, Renato Luciano, Ricca Barros e Thomás Aquino.

Apresentando: Moyses Marques

Cenografia: Aurora dos Campos

Figurinos: Kika Lopes

Iluminação: Cesar de Ramires

Coreografia: Rodrigo Marques

Músicos: Beto Lemos (violão, rabeca, bandolim, viola e guitarra); Daniel Silva (violoncelo e baixo elétrico); Rick de La Torre (bateria e percussão); Roberto Kauffmann (teclado e acordeon); Frederico Cavaliere (clarineta); e Dudu Oliveira (flauta, sax e bandolim).

Theatro Net São Paulo – Shopping Vila Olímpia, 5º andar. Rua Olimpíadas, 360. De 14 de março a 3 de maio. Sextas, às 21h00; sábados, às 21h30; e domingos, às 20h00. Haverá sessão extra no feriado de 1 de maio, às 16h00. 150 minutos. De R$ 50 a R$ 150. http://www.theatronetsaopaulo.com.br/

salamaleque

Salamaleque no Capobianco tem entrada gratuita. Em cena, a atriz Valéria Arbex, da Cia Teatral Damasco, prepara quitutes árabes e compartilha histórias de vida de seus avós, Nadine e Nicolau, dois imigrantes árabesque trocavam cartas de amor.

Depois da morte da avó, Valé­ria fez pesquisas que revelaram a trajetória de diversos imigrantes sírios, libaneses e palestinos.

A peça faz um retrato da cultura árabe e fala de acolhimento e tolerância com o diferente.

Curiosidade: o nome da peça vem da expres­são árabe “as-salaamu alei­kum” (“que a paz esteja con­tigo”); pronuncia-se “assa­la­amu aleik”, saudação verbal feita enquanto curva-se o tronco e toca-se a testa com a mão direita.

A trilha sonora instrumental original de Sami Bordokan e William Bordokan traz músicas inspiradas nas canções do folclore sírio-libanês do começo do século XX.

No final do espetáculo, quitutes são servidos para a plateia.

Impossível não lembrar de familiares queridos que já não estão mais com a gente. Fala de imigrantes árabes, mas com certeza emocionará a todos cujos familiares migraram para o Brasil, ou mesmo quem nasceu em outro país e agora reside no Brasil.

Imperdível!

Ficha técnica e Serviço:

Direção: Denise Weinberg e Kiko Marques

Texto: Alejandra Sampaio e Kiko Marques

Atriz: Valéria Arbex

Cenografia e figurinos: Chris Aizner

Consultoria gastronômica: Graziela Tavares

Trilha sonora original: Sami Bordokan

Iluminação: Guilherme Bonfanti

Fotos: Lenise Pinheiro

Instituto Cultural Capobianco. Rua Álvaro de Carvalho, 97 – Centro. Tele­fone: (11) 3237–1187. Temporada: de 24 de janeiro a 26 de abril, sábados e domingos, às 16hoo. Entrada gratuita. Duração: 60 minutos. Capacidade: 40 lugares. Recomendado: 12 anos. Informações e reservas:  tel: 11 97499 4243 / email: ciateatraldamasco@gmail.com. A bilheteria abre com uma hora de antecedência.

noite infeliz, comédia das maldades

Noite Infeliz – A Comédia Musical das Maldades  conta com a direção de Victor Garcia Peralta, responsável por grandes sucessos dos palcos nos últimos anos, como Quem tem medo de Virgínia Woolf? e Os homens são de Marte e é pra lá que eu vou.

Em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso, a peça faz uma sátira às maldades  e a sua estrutura é a de uma revista musical moderna. “Sou eclético na hora de dirigir e escolher os projetos. Pra mim, está sendo divertido, é como fazer uma revista hoje”, revela Victor, que é argentino e realiza sua primeira direção de musical no Brasil.

Na trama, um veterano produtor de teatro de variedades, Fausto Carrera, espera ser chamado para uma entrevista, que deverá acontecer numa grande empresa (mas que dificilmente se concretizará).

O elenco é formado por Érico Brás, Mariana Santos, Maria Bia, Rodrigo Fagundes e ainda Françoise Forton, que participa como atriz convidada.

Ficha Técnica e Serviço:

Texto: Mauricio Guilherme

Direção: Victor Garcia Peralta

Produção: Rodrigo Velloni

Elenco: Érico Brás, Mariana Santos, Rodrigo Fagundes, Maria Bia. Atriz Convidada: Françoise Forton

Roteiro Musical e Versões: Maurício Guilherme

Codiretor: Alcemar Vieira

Iluminação: Maneco Quinderé

Direção Musical e Arranjos: Paula B. Leal

Cenografia: Cristina Novaes e Renata Pittigliani

Figurinos: Antônio Guedes

Coreografias e Direção de Movimento: Sueli Guerra

Local: Teatro Sérgio Cardoso. Dias e horários: Sextas, 21h30; sábados, 21h00 e domingo, 18h00. Preço: sexta R$ 30,00 / Sábados e domingos R$ 50,00. Recomendado: 14 anos. Duração: 75 minutos. Curta Temporada: até 10 de Maio.

dexistir

D’Existir, com Mariana Muniz em São PauloA partir de uma visão crítica e construtiva da sua história na dança e no teatro, Mariana Muniz mergulha nas imagens e dinâmicas interiores, para falar da morte, da velhice e da transformação do corpo em contato com o tempo, essa é a definição do espetáculo que consta no release.

D’Existir é um solo que une dança e teatro, com referências poéticas do texto Mal Visto Mal Dito, de Samuel Beckett. A temporada é curta, de 2 a 5 de abril (quinta a sábado, 21h00, domingo, 19h00), no Top Teatro, na Bela Vista. As sessões são gratuitas.

Para montagem, Mariana usou, além do texto de Brecht,  as suas experiências profissionais com a personagem Esperança, de Speranza! Dona Esperança, com direção de José Possi Neto.

Durante o processo de criação, Clara Carvalho, atriz que também iniciou sua carreira como bailarina no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, atuou como “provocadora convidada”, isto é, propôs desafios de desestabilização dos apoios corporais e cênicos.

Antes da apresentação de sexta-feira (3/4), entre 10h00 e 12h00, no mesmo espaço, Mariana Muniz oferece a oficina gratuita Estudos do Movimento – Criação e Forma, para compartilhamento das experiências do processo de criação de “D’Existir”, a atores, bailarinos, coreógrafos e estudantes de artes cênicas.

Ficha Técnica e Serviço:

Direção, Concepção e Atuação: Mariana Muniz

Assistência de Direção: Claudio Gimenez

Supervisão Geral: Eduardo Tolentino de Araújo

Artista Provocadora: Clara Carvalho

Música Composta: Celso Nascimento

Iluminação: Ricardo Bueno

Figurino: Fábio Namatame

Produção Executiva: Cria da Casa (Priscila Wille)

Coordenação de Produção: Aline Grisa

Site da Cia: www.ciamarianamuniz.com.br – o espetáculo também viaja. Acompanhem a agenda no site.Estreia: de 2 a 5/4 (quinta a sábado, 20h; domingo, 19h). Oficina Estudos de Movimento – Criação e Forma, 3/4 (sexta-feira, das 10h às 12h). Inscrições pelo e-mail: mdm.m@uol.com.br.  Top Teatro (Rua Rui Barbosa, 201 – Bela Vista – São Paulo – Tel: (11) 23094102). Classificação indicativa: livre. Duração: 50 minutos. Entrada: gratuita

Para ir além do teatro:

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A Banda Sinfônica do Estado de São Paulo lança 2 CDs inéditos. As obras são lançadas em comemoração aos 25  anos de história, completados em outubro de 2014.

O álbum tem a participação do maestro Marcos Sadao Shirakawa como diretor artístico e regente titular, e Mônica Giardini, como regente adjunta.

O primeiro CD é intitulado  Maxixe Urbano, sob a batuta do atual regente, e o segundo, Sinfonia Latina, registra o trabalho da Banda em 2006, na época com Abel Rocha como regente.

O CD Maxixe Urbano traz composições dos integrantes da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo, com uma leitura contemporânea da musicalidade tradicional das bandas sinfônicas e com elementos e referências da cultura musical brasileira: Festival Overture (Daniel Havens), Dança do Autômato (Alexandre Travassos), Maxixe Urbano (Fernando de Oliveira), Frevo Rasgado (André Mehmari), Gonzagueana (Cyro Pereira), Suíte Carmem Miranda (Alexandre Daloia) e Jubileu de Prata (Hudson Nogueira).

Já Sinfonia Latina mostra o quanto os compositores brasileiros são talentosos e versáteis. Todas as peças foram criadas sob encomenda para a Banda Sinfônica por autores como Wagner Tiso, Osvaldo Lacerda, José Carli (em arranjo para Astor Piazzolla), João Guilherme Ripper e Mario Ficarelli.

O CD pode ser encontrado em lojas de músicas por todo o país e também no site www.kuarup.com.br.

Bom passeio!

 

Por Nanda Rovere 10928848_440169949472329_4709229467753456317_n

Historiadora, jornalista e crítica teatral

nandarovere@gmail.com

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