MARA OLIVER, SENHORA DO PRÓPRIO DESTINO

 

 FOTO O3 - MARA OLIVER - Foto de Guto França

MARA OLIVER

SENHORA DO PRÓPRIO DESTINO

Mara Oliver, quando ainda vivia no Sul, não escondia o desejo de ser atriz. Após rumar para o Rio de Janeiro teve o próprio destino encarregado em enveredá-la pelos trilhos da arte de interpretar.

 FOTO 2 - MARA OLIVER - Foto de Guto França FOTO O1 - MARA OLIVER - Foto de Guto França

Hoje, após algumas participações na TV e personagens instigantes no Cinema, ela segue conquistando seu espaço na área artística.

Para o Blog, Mara falou do momento em que deixou a terra natal (Londrina/PR) para desbravar terras fluminenses, comentou sobre seu trabalho na telinha e também na sétima arte.

Blog Cris Bortolossi: Você fez uma participação em ‘Avenida Brasil’, novela que fez história na nossa teledramaturgia. O que tem a dizer desse momento seu na novela?

Mara Oliver: Foi sensacional! Participar de uma novela desse porte foi muito importante, até pela história. Gostei muito!

Blog Cris Bortolossi: Sua personagem era uma carcereira, e que surgia em cena sempre com semblante árduo. Como foi a composição desse trabalho, já que você é uma mulher que esbanja alegria?

Mara Oliver: Quando me chamaram pra fazer tal personagem, me falaram que seria uma carcereira que teria de ser bastante rude. Eu já havia feito outro trabalho em ‘Malhação’ também. Vi várias séries internacionais em que há esse tipo de personagem. Foi aonde busquei um pouco esse lado não tão feminino. Eu acho que uma carcereira pode ser feminina, mas eu busquei mais a característica de uma pessoa fechada. Como vivo dando muita risada, quis tirar um pouco essa fisionomia da ‘Mara’.

Blog Cris Bortolossi: E qual era a reação do público quando sua personagem trancava a mocinha da trama?

FOTO O5 - MARA OLIVER - Foto de Guto França

Mara Oliver: Diziam: ‘Cadê o seu sorrisão, cadê o bocão, cadê o dentão? Por que você estava tão brava, por que tinha que aparecer tão brava?’ Daí eu respondia que a personagem pedia. Lembro que no facebook foram inúmeras curtidas e comentários do tipo ‘Não é ela, não é a Nina! Prende a Carminha!’

Blog Cris Bortolossi: Você é de Londrina, no Paraná, mas mora no Rio. O que te fez deixar a terra natal e buscar a carreira artística na cidade maravilhosa?

Mara Oliver: Na verdade eu não fui atrás do sonho, foi ele quem veio atrás de mim. Meu esposo foi transferido e eu vim com ele. Eu sou enfermeira. Lembro que eu dizia pra minha mãe que seria atriz, moraria no Rio e seria como o Jô Soares. Mas nunca imaginei que, ao chegar no Rio, encontraria meu sonho. E foi um casamento perfeito. Eu vim para o Rio, fui pra TV, mas ainda não consegui interpretar o Jô.

Blog Cris Bortolossi: Você tem também uma interessante passagem pelo cinema. Fale um pouco sobre suas personagens na telona.

Mara Oliver: Eu tive três experiências em curtas-metragens. Um foi o ‘Lembranças’, sobre uma mãe que perde o bebê e torna-se bipolar. Uma mulher que vê numa boneca a própria criança que perdeu. Um sofrimento de pós-parto. Depois fiz ‘O Peregrino’, que foi um filme independente, rural, que fala basicamente do tráfico de pessoas para trabalho escravo. E no ano passado fiz o terceiro, em que produzi e atuei, ‘Operação Orquídea’, e que provavelmente lançaremos nesse semestre no Rio.

Blog Cris Bortolossi: O filme ‘Lembranças’ tive o privilégio de assistir e notei que foi algo visceral, você tirou tudo que tinha de dentro da própria alma e emprestou à personagem. Foi o papel mais difícil da sua carreira?

Mara Oliver: Foi o mais difícil sim, pois chorei por horas, e ainda tive que entrar numa água muito gelada. Pra buscar a personagem foi muito difícil. Quando saí de lá me falaram assim: ‘Mara, como você tá velha!’ Foi bem difícil, mas uma experiência muito bonita.

Blog Cris Bortolossi: Você disse que o sonho é quem veio atrás de ti. O que diria, então, para quem sonha com a carreira artística?

Mara Oliver: Lutar e estudar sempre! Buscar experiências novas e acreditar. Acreditar no seu ‘eu’, eu posso, eu vou conseguir, farei o meu melhor. Não desista, pois o caminho está aberto para todos.

 POR: ALEXANDRE NOVASKI1977417_441776982644959_4175533726705654136_n

Fotos: Guto França

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