A Educação pede socorro!

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A Educação pede socorro!

 

            A Educação no Brasil está na UTI definhando, morrendo aos poucos. A escola pública, como perspectiva de futuro, não existe mais. O que temos no momento é um ensino pobre, defasado e medíocre repassado a nossas crianças, que não estão aprendendo. A insatisfação é geral entre professores, alunos e pais. Dentre os vários motivos, temos a desvalorização social dos professores, os baixíssimos salários, a carga horária dupla e até tripla que precisam enfrentar todos os dias, além da falta de formação adequada de muitos deles. O que está, realmente, acontecendo em nosso país que nossos governantes não acreditam, não apoiam, não incentivam e não valorizam a Educação e, por consequência, os professores?

            O Governo alega que, hoje, muito mais pessoas estão tendo acesso à Educação. Será mesmo? A verdade que não interessa mostrar é que foi a Educação que baixou o nível para ter acesso às pessoas de baixa renda, e não o contrário.

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            Até um tempo atrás, os alunos chegavam ao Ensino Médio com uma bagagem de conhecimentos essenciais adquiridos durante o período cursado (não importa a nomenclatura que se dava). Hoje, você encontra alunos no Ensino Médio, e não são poucos, que mal sabem ler e escrever, e muito menos interpretar. Como podemos esperar que nosso país tenha crescimento econômico tendo, sequencialmente, crianças, jovens e adultos semianalfabetos, sem conhecimentos essenciais para exercer profissões indispensáveis para seu futuro e para o futuro do Brasil?

            Os professores têm se mobilizado para pedir (algumas vezes de forma até humilhante) valorização da categoria, salário equiparado a outras profissões com formação superior, menor quantidade de alunos por sala e melhores condições de trabalho; solicitações estas necessárias para exercerem, com dignidade, essa profissão tão importante para qualquer país que esteja interessado em crescimento econômico e em boas condições de vida para seu povo. E eles, os professores, recebem do governo o quê? Negligência, descaso, desprezo, manipulação da mídia, maquiação dos valores dos salários que ficam disponíveis no portal do governo, denominado Portal da Transparência (?).

            E as pessoas? E os pais dos alunos? E a sociedade em geral, como reage? Infelizmente, do pior jeito possível! Todos reagem com descaso, com enfado, com aborrecimento. Nem parece que é o futuro de seus filhos que está em jogo, o futuro de toda uma geração.

            A população está insatisfeita, porém não faz nada para modificar as coisas. Parece que todos estão achando normal a não aprendizagem. Os pais estão sem tempo para acompanhar o aprendizado de seus filhos; estão sem tempo para verificar como eles se comportam na escola, com quem eles se relacionam; estão sem tempo para verificar o dever de casa, para ir às reuniões e descobrir se seu filho está aprendendo ou se a aprendizagem é satisfatória…

            E quanto aos professores, qual a culpa que lhes cabe? Muitos estão cruzando os braços e deixando sua função a desejar por vários motivos: cansaço físico e mental dos que são obrigados a enfrentar dois ou três turnos de aulas com salas lotadas de alunos desinteressados, cujos pais não acompanham o aprendizado dos filhos; salários muito defasados em comparação a outras profissões; salas lotadas, às vezes com mais de cinquenta alunos, cujos interesses não estão nas aulas; falta de prática e de conhecimento para exercer a profissão… Este último item é o que mais está acontecendo atualmente, pois, o governo, para não aumentar os salários dos professores, contrata alunos de licenciaturas, algumas vezes, cursando ainda o primeiro semestre, para dar aulas nos lugares de professores consagrados, experientes, menosprezando, assim, os educandos.

            Cada vez mais, os professores estão se formando com baixa aprendizagem, sem preparo, sem prática e, evidentemente, não conseguem transmitir, compartilhar, passar um conhecimento que eles não possuem e, sendo assim, não conseguem captar a atenção dos alunos. O interesse pela profissão de professor vem decaindo ano após ano, e há uma lógica nisso! Se eles, enquanto alunos, não valorizam nem respeitam seus professores, como esperar que sejam valorizados e respeitados? Então, o que fazer? Deixar a Educação morrer ou lutar para tirá-la da UTI?

            Vamos lutar pela educação formal de nossas crianças e jovens? Vamos “bocar a boca no trombone” para denunciar o abandono das escolas públicas; o ensino que não ensina; as mentiras de um governo que alega não ter dinheiro para investir na Educação, mas que aumenta, em muito, os salários de todos os que são ligados a ele? Vamos lutar para termos escolas limpas, materiais necessários para sua manutenção, salas equipadas com todos os materiais básicos para o ensino-aprendizagem? Então, vamos apoiar e respeitar os professores que lutam por uma educação de qualidade?

            Não podemos suportar mais essa situação. Está em nossas mãos decidir o futuro dos nossos filhos e, consequentemente, do nosso país!

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Cássia Maria Braga de Almeida – Pedagoga, Psicopedagoga, graduada em Letras, pós-graduada em Ortografia e Texto da Língua Portuguesa e com especialização em Educação Especial – DM.

 

 

 

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