Dicas e mais dicas culturais da Nanda Rovere

1qPergunte ao Tempo

O espetáculo faz uma viagem no tempo e promove reflexão a respeito de nossas escolhas cotidianas e a implicação delas no nosso futuro.

Em cena, um jovem e sua ex-namorada aguardam a chegada de alguém. É noite de Ano Novo.

O que fazer quando nem a fé e a ciência são capazes de preencher o coração de um homem? Pergunte ao tempo.

E se pudéssemos voltar no tempo para ajustar as coisas ou avançar para nos precavermos de outras, estaríamos realmente seguros? E se fosse possível? E se de fato a teoria de tempo e espaço publicada por Einstein no início do século XX fosse desenvolvida a tal ponto que viabilizasse essa excêntrica viagem, através dessas reflexões?

Essas são algumas das questões que a peça busca fomentar.

Elenco: Luiz Damasceno, Giovani Tozi e Guta Ruiz. Texto e Direção: Otavio Martins.

Ficha Técnica

Texto e Direção: Otavio Martins

Produção: Rodrigo Velloni

Elenco: Luiz Damasceno, Giovani Tozi e Guta Ruiz

Cenário e Figurino: Cassio Brasil

Direção Musical: Ricardo Severo

Iluminação: Pedro Garrafa

Assistente de Direção: Juliana Araripe

Fotos: Priscila Prade

Direção de Arte Gráfica: Giovani Tozi

Produção Executiva: Adriana Souza

Assistente de Produção: Daise Sena

Administração Financeira: Vanessa Velloni

Realização: Velloni Produções Artísticas Ltda.

Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Álvares Penteado, 112. Centro. 3113. 3651 / 3113.3652. www.bb.com.br/cultura – www.twitter.com/ccbb_sp –www.facebook.com/ccbbsp.

Acessos: Estações Sé e São Bento do Metrô. Praças do Patriarca e da Sé.

Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física / Ar-condicionado / Estacionamento: Estapar Estacionamento – Rua Santo Amaro, 272 – (R$ 15 pelo período de cinco horas). Necessário carimbar tíquete na bilheteria do CCBB – Van faz o traslado gratuito no trajeto estacionamento – CCBB. Na volta, parada no Metrô República antes do estacionamento.

Segunda e Quarta às 20h00. Ingressos: R$ 10. Duração: 75 minutos.

Recomendação: 14 anos. Estreia dia 21 de Outubro. Temporada: Até 16 de Dezembro.

desilusão das dez

Desilusão das Dez Horas

O texto é baseado no poema homônimo de Wallace Stevens, um dos mais importantes poetas americanos.

A história faz referência ao episódio bíblico em que as filhas de Ló embriagam o próprio pai para deitarem-se com ele.

Contado pelo filho, alternando-se entre a idade adulta e a infância, a peça, segundo release enviado à imprensa, escrita por Alberto Guiraldelli e dirigida por André Garolli, ¨é um retrato poético atemporal de uma família que vive à sombra da ausência do pai e dos maridos, marinheiros que passam semanas ou até meses em alto mar¨.

EQUIPE

Sobre André Garolli e Hélio Cícero, que acompanho a carreira e admiro muito:

Na televisão, destaca-se junto ao núcleo de dramaturgia da TV Globo, atuando nas novelas Amor a VidaFina Estampa, Guerra dos Sexos, e nas minisséries: Lara com ZCinquentinha e Na Forma da Lei, com direção de Wolf Maya. No teatro, atua no Grupo TAPA há mais de 20 anos e atua como diretor artístico da Cia Tripa há 22 anos; dentre seus principais trabalhos estão: Dois Perdidos numa Noite Suja, de Plínio Marcos, e o projeto Homens ao Mar, baseado em textos de Eugene O’ Neill.

Hélio Cícero:

Ator e diretor, formado bacharel pela Escola de Arte Dramática da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Também atuou como professor de interpretação do TUCA, do Teatro do Centro da Terra e do Indac, além de ser um dos fundadores da Cia. Teatral Arnesto Nos Convidou, juntamente com Maucir Campanholi e Samir Yazbek. Entre seus trabalhos estão Paraíso Zona Norte, de Nelson Rodrigues, direção de Antunes Filho, Velhos Marinheiros, de Jorge Amado, direção de Ulysses Cruz.; O Fingidor, texto e direção Samir Yazbek; Executivos, de Daniel Besse, direção de Eduardo Tolentino de Araújo; A Dama do Mar, de Henrik Ibsen, direção de Bob Wilson e Jantar, de Moira Buffini, direção de Mauro Baptista Vedia, 2014. No momento, está em cartaz com A Tempestade, direção de Gabriel Villela.

Ficha Técnica e Serviço:

Direção: André Garolli

Dramaturgia: Alberto Guiraldelli

Elenco: Helio Cicero, Mônica Granndo, Marcela Grandolpho, Alberto Guiraldelli

Cenografia: Fábio Jerônimo

Figurinos: Alexandra Deitos

Trilha sonora: Reinaldo Guiraldelli

Iluminação: Rodrigo Alves

Design Gráfico: Denise Voss

Op. de Som: Ricardo Bretones

Op. de Luz: Marcelo Rocha

Assessoria de Imprensa: Fábio Câmara

Fotos: Fernanda Procópio

Produção: Cia Ator Careca

LOCAL: Viga Espaço Cênico (Rua Capote Valente, 1323 – Sumaré), Sala Piscina, 40 lugares. DATA: 14/10 até 17/12 (Quartas e Quintas às 21h). Dias 26/11 e 03/12 não haverá apresentação. INFORMAÇÕES: 3801 1843 INGRESSOS: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia). DURAÇÃO: 70 minutos. RECOMENDADO: 14 anos

amado

Amado, de Rosane Almeida, co-fundadora do Instituto Brincante, faz parte das comemorações dos 50 anos de SESI.

A peça realiza um mergulho na obra de Jorge Amado, com alguns personagens famosos e músicas executadas ao vivo, além de coreografias de dança e elementos circenses. Segundo Rosane, “uma grande festa que reflete sobre o amor”.

Além do espetáculo, será lançado um CD com as 10 músicas compostas especialmente para a peça, com ritmos e melodias de diversas manifestações populares. Destaque para a percussão e o uso do pandeiro, tambor de maracatu, chocalhos e berimbau. A música A Flor, por exemplo, narra a história de Dona Flor e Seus Dois Maridos.
“Passei meses lendo as obras de Jorge Amado e escolhi o tema amor para dramatizar. De cada obra dele fui tirando algo que me chamava atenção. A peça é um livro apresentado em forma de uma festa espetacular, não um musical”, explica Rosane.

Ficha Técnica e Serviço:

Direção e roteiro: Rosane Almeida
Texto: Marcelino Freire em colaboração com Luan Maitan e elenco
Assistente de direção: Antônio Meira
Direção musical: Leonardo Gorosito
Consultoria artística: Antonio Nóbrega
Elenco: Alencar Martins, Antônio Meira, Carla Passos, Cristiano Meireles, Fláira Ferro, Flora Popovic, Leonardo Gorosito, Rosane Almeida e Luciano Fagundes
Produção executiva: Fernanda Assis

Período: 17 de outubro a 15 de novembro de 2015 (de quinta a sábado, às 20h, e domingos, às 19h). Local: Teatro do SESI-SP – Av. Paulista, 1313 (em frente à estação Trianon-Masp do Metrô). Duração: 75 minutos. Classificação indicativa: livre. Informações: (11) 3146-7401. Entrada gratuita – reservas antecipadas on-line para as peças podem ser feitas pelo site http://www.sesisp.org.br/meu-sesi a partir do dia 10 de outubro, às 8h. Ingressos remanescentes serão distribuídos nos dias dos eventos, de acordo com o horário de funcionamento da bilheteria (quinta a sábado, das 13h às 20h30, e aos domingos, das 11h às 19h30).

os estranhos q nos habitam

Os estranhos que nos habitam é um suspense que fala sobre pessoas com transtornos de personalidade e faz um mergulho no universo dos psicopatas.

A peça promove uma discussão sobre o comportamento humano, e o texto, de Wagner D’Avilla, foi inspirado no “Estudo Comportamental da Obediência” do psicólogo Stanley.

Na trama, Santiago (Bruno Narchi) é um famoso escritor de romances que tem dificuldades em se socializar e sofre com crises de síndrome do pânico e alucinações.

Ele é solitário, sofre do transtorno de agorafobia, e o medo de sair de casa o mantém enclausurado em seu apartamento há dois anos.

Sua única companhia é a imagem de um Homem Branco (Diego Antunes) que ora se confunde com um dos personagens de seu livro, ora com alguém com quem ele se envolveu no passado; ele divide sua atenção com a finalização de seu novo livro e a paixão platônica que mantém pelo vizinho do apartamento da frente.

A sua vida fica mais interessante quando começa a receber a visita constante de sua nova vizinha, a tímida e prestativa Cecília (Carina Gregório).

Ficha Técnica e Serviço:

Texto: Wagner D´Avilla

Direção: Antônio Ranieri

Assistente de Direção: Alan Cecatto

Elenco: Bruno Narchi, Carina Gregório e Diego Antunes

Participação em OFF: Elias Andreato

Cenário: Antônio Ranieri

Iluminação: Débora Dubois e Cesar Pivetti

Figurino: André Von Schimonsky

Produção de Cenário/Montagem: Morena carvalho

Direção de Movimentos: Bruno Gregório

Comunicação Visual e Fotos de Divulgação: Luciano Alves

Vídeo Promo: Vinícius Costa

Produção Executiva: Antônio Ranieri e Wagner D´Avilla

Realização: Estapafúrdia e A.R Produções Artísticas

ESPAÇO PARLAPATÕES (98 lugares). Praça Roosevelt, 158 – Centro. Bilheteria: 3258.4449. Terça a quinta das 16h00 as 21h00; sexta e sábado 16h a meia-noite, domingo 16h às 20h. Formas de Pagamento: Dinheiro e todos os cartões de débito e crédito. Não aceita cheque. Vendas: http://www.ingressorapido.com.br / 4003.1212.  Quartas às 21h00. Ingressos: R$ 40. Duração: 70 minutos. Recomendação: 15 anos. Gênero: Suspense / Drama. Temporada: até 02 de Dezembro.

o beijo no asfalto

Teatro no Rio:

O Beijo no Asfalto, de Nelson Rodrigues, ganha versão musical.

O espetáculo tem canções de Claudio Lins, que traz um repertório dos anos 60, direção de João Fonseca, direção musical de Délia Fischer.

O Beijo no Asfalto foi lançado em 1960 e a estreia aconteceu no local onde o espetáculo fez sua primeira temporada nos palcos, em 1961.

Sobre o trabalho de pesquisa para a escolha da trilha sonora, Claudio Lins conta: “Não foi um trabalho fácil, foi um tanto de inspiração e um muito de transpiração”  afirma, e garante que durante todo esse tempo jogou fora diversas canções que, depois de prontas, não se adequavam ao tema.

Cauby Peixoto, Tito Madi, Vicente Celestino (um dos favoritos de Nelson), Orlando Dias, Roberto Silva, Nelson Gonçalves, Anísio Silva, todos eles foram fonte de inspiração. “Especialmente Dolores Duran, cujo universo se encaixa perfeitamente com os personagens de Nelson”, completa.

A idealização do projeto aconteceu quando Claudio estava atuando no musical Gota D’Água, que tinha direção de João Fonseca.

“Eu tinha visto a montagem de “O Casamento”, também do Nelson, dirigida pelo João, e comentei com ele que, como ator, tinha o sonho de montar um espetáculo do Nelson. E aí ele sugeriu fazermos um musical. Minha primeira reação foi de dúvida, mas depois de algumas conversas eu já estava levantando a produção”, lembra Cláudio.

O Beijo no Asfalto é a obra preferida de João Fonseca, que já dirigiu quatro montagens de Nelson. Para ele, dirigir o musical é um desafio prazeroso e transformador. “Será um novo Beijo no Asfalto, uma vez que as músicas irão trazer novas palavras aos personagens; será como se novas cenas fossem inseridas dentro da peça”, diz.

Sinopse: Após ser atropelado, e prestes a morrer, um homem pede a Arandir que lhe dê um beijo na boca. O fato vira notícia na imprensa sensacionalista, e o homem que deu o beijo passa a ser alvo de preconceitos e de investigação policial.

Elenco:

Arandir – CLAUDIO LINS

Selminha – LAILA GARIN

Dália – YASMIN GOMLEVSKY

Amado Ribeiro –  THELMO FERNANDES

Cunha – CLAUDIO TOVAR

Aruba – JORGE MAYA

Mathilde – JANAÏNA AZEVEDO

Werneck – GABRIEL STAUFFER

Morto –  PABLO ÁSCOLI

Pimentel  – RICARDO SOUZEDO

Viúva –  JULIANE BODINI

D. Judith – JULIANA MARINS

Ator convidado:  GRACINDO JR. como Aprígio

Serviço:

Data: de 09/10/2015 a  08/11/2015.  De quinta a sábado, às 19h00.

Domingo às 18h00. Local: Teatro SESC Ginástico (Avenida Graça Aranha, 187 – Centro, Rio de Janeiro – RJ). Ingressos: Inteira – R$ 20,00. Meia-entrada – R$ 10,00. Comerciário – R$ 5,00.

Data: de 12/11/2015 a 13/12/2015.

De quinta a sábado, às 21h00. Domingo, às 20h00. Local: Teatro das Artes (Rua Marquês de São Vicente, 52 -2º piso – Shopping da Gávea, Rio de Janeiro – RJ).

Ingressos: Quintas e sextas: Inteira – R$ 80,00- Meia-entrada – R$ 40,00 às quintas e sextas-Sábados e domingos: Inteira – R$ 90,00 -Meia-entrada – R$ 45,00.

elisa lucinda

Para ir além do teatro:

Vale a pena ler poemas da atriz, cantora e poetisa, Elisa Lucinda

Além de conhecida pelos seus inúmeros espetáculos e recitais, Lucinda fez telenovelas, entre elas, Sangue do Meu Sangue, no SBT, Kananga do Japão , na Manchete, Mulheres ApaixonadasPáginas da VidaInsensato Coração e Aquele Beijo, na Rede Globo.

Teatro: A Natureza do Olhar, Um Recital à Brasileira e o maravilhoso monólogo Parem de falar mal da rotina (assisti três vezes e veria mais).

Livros de poesia e contos: O Semelhante, Eu te amo e suas estreias, Contos de Vista e A Fúria da Beleza. Infantis:  O Órfão Famoso, Lili, a rainha das escolhas e O Menino Inesperado.

Em 2010, Elisa Lucinda e a atriz Geovana Pires fundam a Casa Poema, lar da poesia no Rio de Janeiro.

http://www.casapoema.com.br/

https://www.facebook.com/elisalucinda?fref=ts

De Elisa Lucinda
Aviso da Lua que menstrua

Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua…
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço,
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar, aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita.
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elemento
a tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
é que tô falando na “vera”
conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
ou sem os devidos cortejos.
Às vezes pela ponte de um beijo
já se alcança a “cidade secreta”
a Atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
cai na condição de ser displicente
diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
que a mulher extrai filosofando
cozinhando, costurando e você chega com a mão no bolso
julgando a arte do almoço: Eca!…
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
VACA é sua mãe. De leite.
Vaca e galinha…
ora, não ofende. Enaltece, elogia:
comparando rainha com rainha
óvulo, ovo e leite
pensando que está agredindo
que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!

Termos da nova dramática (Parem de falar mal da rotina)

Parem de falar mal da rotina
parem com essa sina anunciada
de que tudo vai mal porque se repete.
Mentira. Bi-mentira:
não vai mal porque repete.
Parece, mas não repete
não pode repetir
É impossível!
O ser é outro
o dia é outro
a hora é outra
e ninguém é tão exato.
Nem filme.
Pensando firme
nunca ouvi ninguém falar mal de determinadas rotinas:
chuva dia azul crepúsculo primavera lua cheia céu estrelado barulho do mar
O que que há?
Parem de falar mal da rotina
beijo na boca
mão nos peitinhos
água na sede
flor no jardim
colo de mãe
namoro
vaidades de banho e batom
vaidades de terno e gravata
vaidades de jeans e camiseta
pecados paixões punhetas
livros cinemas gavetas
são nossos óbvios de estimação
e ninguém pra eles fala não
abraço pau buceta inverno
carinho sal caneta e quero
são nossas repetições sublimes
e não oprime o que é belo
e não oprime o que aquela hora chama de bom
na nossa peça
na trama
na nossa ordem dramática
nosso tempo então é quando
nossa circunstância é nossa conjugação
Então vamos à lição:
gente-sujeito
vida-predicado
eis a minha oração.
Subordinadas aditivas ou adversativas
aproximem-se!
é verão
é tesão!
O enredo
a gente sempre todo dia tece
o destino aí acontece:
o bem e o mal
tudo depende de mim
sujeito determinado da oração principal.
Só de sacanagem

“Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta à prova? Por quantas provas terá ela de passar? Tudo isto que está aí no ar: malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro… Do meu dinheiro, do nosso dinheiro, que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais. Esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais…

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração está no escuro. A luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam. ‘Não roubarás’. ‘Devolva o lápis do coleguinha’; ‘esse apontador não é seu, minha filha’. Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido de escutar, até habeas corpus preventivo, coisa da qual eu nunca tinha ouvido falar e sobre a qual minha pobre lógica insiste. Esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará.
Pois bem, se meteram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido. Então agora eu vou sacanear, mais honesta ainda eu vou ficar. Só de sacanagem.

Dirão:

– ‘Deixa de ser boba! Desde Cabral que aqui todo mundo rouba’!
E eu vou dizer:
– ‘Não importa, não será esse o meu carnaval. Vou confiar mais e outra vez, eu, meu irmão, meu filho e meus amigos. Vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês’.
Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau!
Dirão:
– ‘É inútil! Todo mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal’!
E eu direi:
– ‘Não admito! Minha esperança é imortal. E eu repito: i-mor-tal’!
Sei que não dá pra mudar o começo, mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final”.

 

Ana Carolina – Só De Sacanagem (Texto) – YouTube

Vídeo para Elisa Lucinda – só de sacanagem texto  3:02

www.youtube.com/watch?v=cE1VuxpOshI

Elisa Lucinda – Só de Sacanagem – YouTube

Vídeo para Elisa Lucinda só de sacanagem texto  2:17

www.youtube.com/watch?v=iTFPPgYj5uQ

biblioteca

Uma dica da página http://casapoema.com.br/:

Literatura Digital!!! Uma ótima dica para amantes das Literaturas Brasileira e Portuguesa

A Biblioteca Digital é uma das poucas no Brasil que é fonte primária e gratuita de textos literários em versão integral na internet, com obras do Brasil e de Portugal.

Projeto nascido no NUPILL – Núcleo de Pesquisa em Informática, Literatura e Linguística e no LAPESD – Laboratório de Pesquisa em Sistemas Distribuídos, a Biblioteca Digital de Literaturas de Língua Portuguesa é a maior biblioteca digital de literatura brasileira e portuguesa que existe, aberta a usuários de interesses bem variados, do leitor diletante ao pesquisador especialista.

Além da consulta às obras digitalizadas, é possível acessar um catálogo com dados biobibliográficos dos autores brasileiros e portugueses; também estão disponíveis documentos do acervo pessoal de alguns autores do Estado de Santa Catarina.

Objetivo: criar um ambiente de leitura e ensino-aprendizagem de literatura, a partir do aproveitamento da biblioteca digital, incluindo ferramenta de anotações.

Qualquer usuário pode utilizar a Biblioteca e o Banco de Dados Digital, sem necessidade de inscrever-se nem de entrar com nome e senha. Contudo, para aqueles que se cadastram como usuário e entram no sistema com nome e senha, abre-se a possibilidade de fazer anotações nas obras digitalizadas que for lendo.

Contato:  nupill.ufsc@gmail.com)

http://www.literaturabrasileira.ufsc.br/

 

Indico o meu site De Olho Na Cena. No meu ¨espaço cultural¨ tem lugar para teatro adulto e infantil, cinema, shows e outros eventos artísticos.

http://www.deolhonacena.com.br

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Coloquei algumas matérias que indico aqui também:

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Eventos: Teatro Porto Seguro recebe programa Fim de Expediente com plateia dia 27/11
Apresentado pelo ator Dan Stulbach, pelo escritor José Godoy e pelo economista Luiz Gustavo Medina o programa recebe os atores Tarcísio Meira e Kiko Mascarenhas para um bate papo descontraído e transmitido ao vivo, a partir das 18h00.
Fonte: Adriana Balsanelli, assessora do Teatro Porto Seguro
http://www.deolhonacena.com.br/index.php?pg=4cb&sub=46#linha

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16ª Satyrianas
Com o objetivo de democratizar o acesso à cultura e às artes por toda a população da capital paulista, o evento é realizado pela Associação dos Artistas Amigos dos Satyros, de 19 a 22 de novembro de 2015, na Praça Roosevelt, em teatros e centros culturais de São Paulo.

Programação completa:
http://satyrianas.com.br/

432252a48criacaodesitescrisoftO ciclo de Leituras 7 Leituras, 7 Autores, 7 Diretores dedicado à violência termina com a leitura encenada do texto Laranja Mecânica, de Anthony Burgess. Marco Antônio Pâmio assina a direção.

A obra conta a história do adolescente Alex, membro de uma gangue de adolescentes, que após ser preso e submetido a uma terapia de condicionamento social pelo Estado. A violência é extrema e critica os governos totalitários.

A adaptação para o cinema, assinada por Stanley Kubrick, é um clássico da sétima arte.

Bom Passeio!

 

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