Super dicas culturais da Nanda Rovere

12743827_1113523572000972_7714704587356241960_nMemórias de Adriano

Observações sobre a peça

Luciano Chirolli é um dos nossos grandes atores e Inez Viana, atriz e cantora, também é uma diretora de talento e sensibilidade ( no momento está no ar na Malhação, Rede Globo).

Maravilhoso, Os Mamutes e As Cochambranças de Quaderna estão entre os excelentes espetáculos que dirigiu (e vieram para a capital paulista).

Memórias de Adriano tem preços populares e traz na equipe nomes de talento do nosso teatro.

Memórias de Adriano, de 1951, é um romance de ficção da autora belga Marguerite Yourcenar. A obra coloca em discussão a finitude humana, o poder e o amor.

Luciano Chirolli vive o imperador Adriano, que está muito doente e debilitado. Em cena, ele revela as suas fragilidades perante a vida e a morte.

O imperador revê a sua trajetória numa carta que envia ao seu sucessor no poder e expõe os seus pensamentos sobre a vida e a política.

Chirolli transmite com muita segurança o quanto o seu personagem está debilitado, bem como traz vivacidade ao falar sobre a sua trajetória como governante e ao contar detalhes sobre o grande amor de sua vida, Antinodo.

Chirolli consegue realizar um jogo interessante com a plateia porque ele interpreta como se estivesse falando (diretamente) com cada espectador.

A sua interpretação é visceral. O ator preenche o palco com movimentação precisa e gestos que contribuem para revelar a alma de seu personagem.

Inez Viana mais uma vez mostra a sua sensibilidade como diretora ao guiar o ator com precisão e criar uma montagem envolvente.

Com uma linguagem moderna e que evidencia o quanto a trama é atemporal e o quanto os questionamentos e angústias de Adriano são atuais, o espetáculo prende a atenção e com certeza já está entre os melhores de 2016.

A montagem traz um cenário repleto de raios x, que nos remetem à doença de seu personagem e à sua angústia devido ao medo da morte.

Uma banheira é o objeto central do palco, que também representa o seu leito de morte e a angústia que nunca o abandonou: o desespero pela perda de seu amor, que morreu afogado no Rio Nilo.

A trilha sonora é executada ao vivo e traz intervenções sonoras.

Um belíssimo trabalho que precisa ser visto. Privilégio acompanhar os preciosos trabalhos de Inez e Chirolli.

Drama – autor: Marguerite Yourcenar – idealização: Felipe Lima – adaptação dramatúrgica: Thereza Falcão – direção: Inez Viana – elenco: Luciano Chirolli

Sextas e sábados, às 21h; domingos, às 18h30 – 90min, 14 anos – Sala Jardel Filho (321 lugares)

R$20,00 – a venda estará disponível na bilheteria em seu horário de funcionamento (terça a sábado, das 13h às 21h30; e domingos, das 13h às 20h30), e no site Ingresso Rápido a partir de 30 dias antes do evento (mesmo no caso de temporadas longas) – preço popular: R$3,00 (dia 24/1) – serão vendidos apenas dois ingressos por pessoa, na bilheteria do CCSP, que será aberta somente duas horas antes do início do espetáculo – os ingressos não estarão disponíveis pela internet.

Crítica elaborada também ser publicada n o site http://www.deolhonacena.com.br

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No Rio:

Stênio Garcia comemora 60 anos de carreira no teatro, depois de 18 anos ausente do tablado. O espetáculoO último lutador, de Marcos Nauer e Teresa Frota, tem direção de Sergio Módena

A Luta Livre serve como pano de fundo para falar do quanto é complicado viver em família.

Stênio vive o patriarca de uma família desestruturada e o seu objetivo é uni-la, pois está à beira da morte.

Sinopse: Caleb tem por sonho e objetivo trazer de volta o neto perdido, Davi ou Titinho, o reaproximar de Tito, seu pai e ex-alcoólatra, que, por sua vez, é brigado com o outro filho, Daniel, ex-lutador sem sucesso, que busca recuperar o respeito de sua esposa, Débora, e com o irmão Enosh, lutador profissional dos anos 60 que faz tudo por dinheiro. Para isso, decide criar um campeonato de Luta Livre e levar a família ao ringue para um combate que vai mudar a vida de todos.

Segundo o autor e ator Marcos Nauer , a idéia para a peça surgiu quando ele ouviu “Um homem também chora”:  “Desde a primeira frase escrita ainda na tela em branco do computador, foi a voz, as entonações e energia de Stênio Garcia que guiaram minha escrita. É a realização de um sonho contracenar com ele e celebrar com grande alegria seus 60 anos de carreira”, comemora Nauer.

Na opinião do diretor Sergio Módena, o aspecto mais interessante do espetáculo é utilizar o universo da luta como metáfora das relações humanas, mais precisamente aquelas que dizem respeito à família. “A luta diária pela aceitação, pelo perdão, pela superação dos limites e pelo amor pode ser facilmente identificada por todos que assistirem ao espetáculo. A família, com todas suas contradições, é a grande protagonista nesse ringue que chamamos vida”, diz Módena.

O cenário remete o espectador a um grande galinheiro (cenário das cruéis rinhas de galo), onde os conflitos acontecem.

Serviço e Ficha Técnica:

Ideia Original: Marcos Nauer

Texto: Marcos Nauer e Teresa Frota

Supervisão de dramaturgia: Teresa Frota

Direção: Sergio Módena

Elenco: Stênio Garcia, Stela Freitas, Marcos Nauer, Antonio Gonzalez, Glaucio

Gomes, Mari Saade, Daniel Villas e Carol Loback

Diretor assistente: André Viéri

Cenário: Aurora dos Campos

Iluminação: Tomás Ribas

Figurino: Antonio Guedes

Música Original: Marcelo Alonso Neves

Fotografia: Milton Menezes

Instrutor de lutas: Milton Vieira – Rio Fighters

Instrutor de jeet kune do: Paulo Oliveira – Kalirio

Preparador corporal para o tango: Edio Nunes

Assessoria de Imprensa: Daniella Cavalcanti

Fotos e Programação Visual: Milton Menezes

Assistente de produção: Luana Simões

Produção: Norma Thiré e Frederico Reder

Realização: Brainstorming Entretenimento e Quarta Dimensão Entretenimento

Temporada: de 08 de janeiro a 07 de março

Local: Teatro dos Quatro

Endereço: Rua Marquês de São Vicente, 52/2º piso Shopping da Gávea – Gávea

Telefone: (21) 2239-1095

Horário: sexta, sábado e segunda, às 21h/ domingo, às 20h

Ingressos: Sexta e Segunda – R$70,00 | Sábado e Domingo – R$90,00

Duração: 80 minutos

Gênero: drama

Capacidade: 402 lugares

Bilheteria: de segunda a sábado das 13 às 21h, domingo das 13 às 20h

Classificação etária: 14 anos

Matéria interessante:

Com 60 anos de carreira, Stênio Garcia encara tabus: ‘A nudez é bonita’ –

http://www.clubefm.com.br/noticia/com-60-anos-de-carreira-stenio-garcia-encara-tabus-a-nudez-e-bonita

Silvio Caldas com Roberto Carlos (1)

Para ir além do teatro:

Trovadores Urbanos

Serestas deixam as sextas-feiras mais românticas

Os Trovadores Urbanos realizam às sextas-feiras seresta na sede de Perdizes. Uma oportunidade para ouvir boa música e com acesso gratuito.

Além de dar início à programação de 2016, com apresentação em comemoração ao aniversário de São Paulo, o grupo sediará exposição sobre um dos maiores cantores da história de nossa música: Sílvio Caldas ( na foto com Roberto Carlos).

O público terá a oportunidade de conhecer as suas principais composições, ver fotos, vídeos, informações sobre a carreira do artista responsável pela consolidação da seresta na música popular brasileira nos anos 30.

O público terá a oportunidade de caminhar sob um chão repleto de estrelas, uma homenagem ao maior sucesso de Caldas, Chão de Estrelas”.

O objetivo é divulgar a carreira de Silvio Caldas para as novas gerações e fazer uma homenagem ao cantor e compositor, que estabeleceu parceria com os Trovadores Urbanos nos seus últimos 5 anos de vida, com shows e  participação no CD  Serenata, segundo disco do grupo.

Instituto Trovadores Urbanos

Criado em 2010,produzdocumentáriossobre os seresteiros do Brasil.

O grupo esteve emjulho de2014, na regiãodo rio São Francisco, norte de Minas, onde produziram um documentário sobre osseresteiros de quatro cidades.

Em 2016, planejam fazer um novo filme, sobre os seresteiros paulistas, à beira do Rio Tietê.

O objetivo do Instituto Trovadores Urbanos é divulgar a seresta no Brasil, criando um portal cominformaçõessobreos principais seresteiros brasileiros.

Ficha Técnica:

Marco AurélioOlímpio – fotos e Marina Novaes – cenografia

Serviço:

Todas as sextas do ano, de 22 de janeiro a 23 de dezembro.

Horário da Seresta de Sexta: de 20h00 ás 21h30

Funcionamento da SALA SILVIO CALDAS: às sextas das 18 às 21h30

CASA DOS TROVADORES: Rua Aimberê,651, Perdizes – SP.

Informações- trovadoresurbanos@trovadores.com.brou 11 2595 0100

veja também em http://www.deolhonacena.com.br

catulo da paixão cearense

Catulo da Paixão Cearense

Nasceu em São Luís do Maranhão e mudou-se para o Rio de Janeiro, com os pais, em 1888, ainda adolescente, onde trabalhou como joalheiro.

Relacionou-se com músicos (“chorões”) da época, participando da vida boêmia da cidade. De suas composições, o “Luar de Sertão” (1908), com letra de sua autoria, é até hoje peça popular, considerada um verdadeiro hino do sertanejo.  Atribuem ao poeta a popularização do violão em salões da sociedade de seu tempo e também a reforma da “modinha”. Publicava seus poemas em formato de cordel.

 

LUAR DO SERTÃO

(Letra de música)

Não há, oh gente

oh não, Luar

Como esse do sertão

Oh que saudade

Do luar da minha terra

Lá na serra branquejando

folhas secas pelo chão

Este luar cá da cidade

Tão escuro

Não tem aquela saudade

Do luar lá do sertão

Não há, oh gente…

Se a lua nasce

Por detrás da verde mata

Mais parece um sol de prata

Prateando a solidão

E a gente pega

Na viola que ponteia

 

E a canção

É a lua cheia

A nos nascer do coração

Não há, oh gente…

Coisa mais bela

Neste mundo não existe

Do que ouvir-se um galo triste

No sertão, se faz luar

Parece até que a alma da lua

É que descanta

Escondida na garganta

Desse galo a soluçar

Não há, oh gente…

Ah, quem me dera

Que eu morresse lá na serra

Abraçado à minha terra

E dormindo de uma vez

Ser enterrado

Numa grota pequenina

Onde à tarde a sururina

Chora a sua viuvez

Não há, oh gente…

http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/maranhao/catulo_da_paixao.html

 

A FLOR DO MARACUJÁ

 

Encontrando-me com um sertanejo

Perto de um pé de maracujá

Eu lhe perguntei:

Diga-me caro sertanejo

Porque razão nasce roxa

A flor do maracujá?

 

Ah, pois então eu lhi conto

A estória que ouvi contá

A razão pro que nasci roxa

A flor do maracujá

 

Maracujá já foi branco

Eu posso inté lhe ajurá

Mais branco qui caridadi

Mais brando do que o luá

 

Quando a flor brotava nele

Lá pros cunfim do sertão

Maracujá parecia

Um ninho de argodão

 

Mais um dia, há muito tempo

Num meis que inté num mi alembro

Si foi maio, si foi junho

Si foi janero ou dezembro

 

Nosso sinhô Jesus Cristo

Foi condenado a morrer

Numa cruis crucificado

Longe daqui como o quê

 

Pregaro cristo a martelo

E ao vê tamanha crueza

A natureza inteirinha

Pois-se a chorá di tristeza

 

Chorava us campu

As foia, as ribera

Sabiá também chorava

Nos gaio a laranjera

 

E havia junto da cruis

Um pé de maracujá

Carregadinho de flor

Aos pé de nosso sinhô

 

 

I o sangue de Jesus Cristo

Sangui pisado de dô

Nus pé du maracujá

Tingia todas as flor

 

Eis aqui seu moço

A estoria que eu vi contá

A razão proque nasce roxa

A flor do maracujá.

 

 

UM BOÊMIO NO CÉU

 

(O boêmio com temor a S Pedro)

 

Meu Pai, será um crime imperdoável

Perguntar-vospor onde vaga o Monstro,

O Judas, vendedor do Pai Divino?

 

Queres que eu seja franco?

Nem eu mesmo

Posso informar-te sobre o seu destino!

 

Através de seu cérebro bizarro

Que pensas desse tigre, dessa hiena? !

 

Eu lhe voto rancor, ódio profundo,

Mas lamento, Senhor, sua desgraça,

E desse vil herói chego a ter pena!

Senhor, ousodizer,humildemente.

A vós que renegastes Jesus Cristo,

A vós, que o grande Mestre bendiz,

que não existe coração perverso,

mas coração feliz ou infeliz.

 

Vós deveisser a Judas muito grato,

Perdoar de coração esse bandido,

O maior dos maiores condenados,

Que ficam para sempre relembrados,

 

Esses homens fecais feitos de pús,

Pois se foi certo que vendeu a Cristo,

Também foi certo, que, ao beijar-lhe a face,

Lhe deu glória universal da cruz!

 

Sem esse grande miserável, …Judas,

Existiria Deus, …. mas não, Jesus.

 

http://www.jornaldepoesia.jor.br/cpaixao.html#flor

Abração

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