Dicas Culturais da Nanda Rovere

Morte Acidental de Um Anarquista

Morte Acidental de Um Anarquista

Dan Stulbach e Henrique Stroeter são os protagonistas dessa comédia que provoca reflexões sobre a manipulação, o que é real e falso, e muitas risadas.

A partir de um fato real, o “suicídio” de um anarquista em Milão, em dezembro de 1969, Dario Fo criou uma trama divertida: um louco teima em fingir que é outra pessoa.

Esse homem é preso e na delegacia se passa por um falso juiz na investigação do misterioso caso do anarquista, que a polícia diz que se matou, mas a imprensa e a população acreditam que foi caso de assassinato.

Em cena, está o Comissário (Fernando Sampaio), o Delegado (Henrique Stroeter) e o Secretário de Segurança (Riba Carlovich). Depois, a imprensa aparece, através da Jornalista (Maira Chasseraux).

Claro que há muita confusão. Todos caem direitinho na falsa identidade do louco.

O projeto é de Henrique e Dan, que gostam desse texto pela “diversão total e pela inteligência do Dario” como diz Dan, e “pelo prazer de representar um clássico cômico popular e atual” como diz Henrique (que diz ter sido a montagem de Antônio Fagundes em 1985 a responsável pela sua escolha em ser ator). Já Dan, que não viu a montagem, declara: ”’é uma alegria total interpretar este personagem. Um desafio diferente de tudo que já fiz”, diz.

Ficha Técnica e Serviço:

Texto: Dario Fo

Tradução: Roberta Barni

Dramaturgia e Direção: Hugo Coelho

Elenco: Dan Stulbach, Henrique Stroeter, Riba Carlovich, Fernando Sampaio, Maíra Chasseraux e Rodrigo Bella Dona

Música ao vivo: Rodrigo Geribello

Cenário: Marco Lima

Figurino: Fause Haten

Iluminação: Hugo Coelho

Assessoria de Imprensa Daniela Bustos e Beth Gallo – Morente Forte

Assistente: Thais Peres

Projeto Gráfico: Vicka Suarez

Foto de Estúdio: Heloísa Bortz

Fotos de Cena: João Caldas Fº

Estagiário de Direção: Rafael De Bona

Administração: Magali Morente Lopes

Produção Executiva: Katia Placiano

Coordenação de Projetos: Egberto Simões

Realização: Quadrilha da Arte

Produtores Associados: Selma Morente, Célia Forte e Dan Stulbach

Teatro do MASP-Auditório MASP Unilever (374 lugares)

Avenida Paulista, 1578

Informações: (11) 3149 5959

Bilheteria: Terça a domingo: das 10h às 17h30. Quinta-feira: das 10h às 19h30. Em dias de espetáculo nos Auditórios, a bilheteria funcionará até o horário de início da apresentação. Aceita dinheiro, débito e crédito a vista. Estacionamento Conveniado: PROGRESS PARK Avenida Paulista, 1636 / CAR PARK Alameda Casa Branca, 41

Vendas: www.masp.org.br e www.ingresse.com

Quarta e Quinta às 21h00

Ingressos:

R$ 60

Duração: 80 minutos

Classificação: 12 anos

Estreou dia 23 de Setembro de 2015

Reestreia dia 24 de Fevereiro de 2016

Temporada: até 28 de Abril

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O Alvo

O Alvo  traz jovens e talentosos artistas para falar de bullying entre adolescentes. O ambiente é a escola, onde as amizades florescem, ao mesmo tempo em que palavras e atos impensados podem gerar graves problemas.

Para trabalhar com o tema, o diretor e professor Pedro Garrafa realizou pesquisas sobre o assunto.

A ideia do projeto é de Garrafa, que sentiu a necessidade de discutir com os seus alunos sobre uma questão tão atual e definir o que é bullying, o quanto essa discriminação pode prejudicar a vida de uma pessoa e o que pode ser considerado somente uma brincadeira natural.

O Alvo fala de um assunto sério, mas sem didatismo ou planfletarismo.

Na trama, Amanda, Maria Anna, Rebecca e Nina são amigas inseparáveis do colégio e elas podem ser suspensas das aulas porque acabaram ocasionando um acidente cuja vítima foi Maria Claudia, uma colega de escola que sempre foi alvo de chacotas e atos desrespeitosos.

Além do talento dos atores, a direção realiza um espetáculo dinâmico, com uma linguagem contemporânea, seja com relação aos diálogos, seja nas movimentações do elenco no palco. Elementos cênicos pontuais, marcas inteligentes e a excelente expressão corporal dos atores contribuem para que as cenas ganhem credibilidade e prendam a atenção do espectador.

Ficha Técnica

Texto:

Pedro Garrafa

Direção:

Pedro Garrafa

Elenco:

Andressa Andreato

Julia Freire

Natalia Viviani

Kuka Annunciato

Luiza Porto

Figurino:

Flávia Garrafa

Assistente de Direção:

Pauline Mingroni

Produção:

Elemento Cultural

Temporada:

de 5 a 27 de Março | sábados e domingos às 17h30

de 2 a 30 de Abril | Sábados às 17h30

Ingresso: R$ 50 inteira | R$25,00

Duração: 60 min

Local: Teatro Livraria da Vila – Shopping JK Iguatemi – Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi, São Paulo – SP, 04543-011

Lotação: 125 lugares

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Como me tornei um estúpido

Sergio Módena, ator e diretor, tem realizado trabalhos marcantes de direção. O excelente Ricardo III, com Gustavo Gasparani, e o Último Lutador, com Stênio Garcia (em cartaz no Rio), estão entre as produções mais recentes.

Módena está prestes a estrear Como me tornei um Estúpido, baseado em livro que é best-seller na França, de Martin Page.

A inteligência atrapalha a vida? Os ignorantes são mais felizes? Como fugir da infelicidade adotando a mediocridade? Essas e outras questões serão abordadas no espetáculo.

Com humor sarcástico, a peça  conta a história de saga de Antoine, que deseja parar de sofrer por causa de sua inteligência.

Elenco: Alexandre Barros, Gustavo Wabner, Marino Rocha e Rodrigo Fagundes

http://www.sescrio.org.br/noticia/25/01/16/como-me-tornei-estupido-um-espetaculo-para-refletir

Serviço: qui a sáb, 19h; dom, 18h. R$ 20 (ou R$ 5 para associados Sesc). Classificação: 12 anos. De 18 de fevereiro até 27 de março. Teatro Sesc Ginástico – Avenida Graça Aranha, 187 – Centro. Tel: 2279-4027.

© Joao Caldas Fº
© Joao Caldas Fº

Outro espetáculo imperdível: O Capote

Inspirado no conto de Nikolai Gógol.

AKAKI é funcionário público de uma repartição da gélida São Petersburgo. Certo dia, decide obsessivamente economizar para comprar um novo capote, sob medida.

O velho casaco precisa sempre de remendos e reparos. Com o tempo, o antigo agasalho já não tinha mais conserto.

O escrevente sofre diversas e severas restrições para economizar dinheiro e comprar o novo capote, a fim de suportar o forte frio da cidade.

A partir desse fato corriqueiro, o autor questiona a relação do homem com a metrópole e as estruturas de poder.

O projeto começou a ser pensado há seis anos, quando Rodolfo Vaz fazia a peça Por Um Fio, de Dráuzio Varella, junto com a atriz Regina Braga.

O ator comentou com o médico e escritor o seu desejo de viver o personagem Akaki (protagonista da novela de Gógol) nos palcos e Dráuzio fez uma adaptação do conto para o teatro.

“Quando um artista escolhe esse ou aquele texto para uma adaptação teatral, a escolha se dá primeiro porque aquela obra gera grande prazer estético e filosófico e também porque ela tem a vocação para ser matriz de um processo muito livre e amplo de criação teatral. Um processo que do começo ao fim terá os genes daqueles artistas que compõem o coletivo teatral”, comenta Rodolfo Vaz.

http://teatroemcena.com.br/home/em-cartaz/

Com Rodolfo Vaz, Rodrigo Fregnan e Marcelo Villas Boas. Texto: Cássio Pires. Direção: Yara de Novaes. Serviço: qua a dom, 19h. R$ 10. 70 min. Classificação: 12 anos. Até 13 de março. Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB – Teatro 1 – Rua Primeiro de Março, 66 – Centro. Tel: 3808-2020

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Poesias de João Cabral de Melo Neto

Primo pelo lado paterno de Manuel Bandeira e pelo lado materno de Gilberto Freyre. Passa a infância em engenhos de açúcar.

Em 1940 viaja com a família para o Rio de Janeiro, onde conhece Murilo Mendes.

Esse o apresenta a Carlos Drummond de Andrade e ao círculo de intelectuais que se reunia no consultório de Jorge de Lima. No ano seguinte, participa do Congresso de Poesia do Recife, ocasião em que apresenta suas considerações sobre o poeta dormindo.

1942 marca a publicação de seu primeiro livro, Pedra do Sono.

Frequenta, então, os intelectuais que se reuniam no Café Amarelinho e Café Vermelhinho, no Centro do Rio de Janeiro. Publica Os três mal-amados na Revista do Brasil.

A Editora do Autor, de Rubem Braga e Fernando Sabino, publicaTerceira Feira, livro que reúne Quaderna, Dois parlamentos, ainda inéditos no Brasil, e um novo livro: Serial.

Toma posse na Academia em 06 de maio de 1969, na cadeira número 6, sendo recebido por José Américo de Almeida. A Companhia Paulo Autran encena Morte e vida Severina em diversas cidades do Brasil.

http://www.releituras.com/

João Cabral de Melo Neto (1920-1999) nasceu em Recife e é considerado um dos maiores poetas da Geração de 45, assim chamada por rejeitar os “excessos do modernismo” para elaborar uma poesia de rigor formal, construindo uma expressão poética mais disciplinada.

Morte e vida Severina (Auto de natal pernambucano) é a obra mais popular de João Cabral. Nela, o poeta mantém a tradição dos autos medievais, fazendo uso da musicalidade, do ritmo e das redondilhas, recursos que agradam o povo. Ela foi encenada pela primeira vez em 1966 no Teatro da PUC em São Paulo, com música de Chico Buarque. Foi premiada no Brasil e na França e, a partir daí, vem sendo encenada diversas vezes e até adaptada para a televisão.

O poema narra a caminhada do retirante Severino, desde o sertão até sua chegada em Recife e, além das denúncias de certos problemas sociais do Nordeste, constitui uma reflexão sobre a condição humana.

Para ler Morte e vida Severina:

http://www.jornaldepoesia.jor.br/joao01.html

 

Cartão de Natal

João Cabral de Melo Neto

Pois que reinaugurando essa criança

pensam os homens

reinaugurar a sua vida

e começar novo caderno,

fresco como o pão do dia;

pois que nestes dias a aventura

parece em ponto de vôo, e parece

que vão enfim poder

explodir suas sementes:

que desta vez não perca esse caderno

sua atração núbil para o dente;

que o entusiasmo conserve vivas

suas molas,

e possa enfim o ferro

comer a ferrugem

o sim comer o não.

Texto extraído do livro “João Cabral de Melo Neto – Obra Completa”, Editora Nova Aguilar, 1994, pág.

 

Difícil ser funcionário

João Cabral de Melo Neto

 

Difícil ser funcionário

Nesta segunda-feira.

Eu te telefono, Carlos

Pedindo conselho.

Não é lá fora o dia

Que me deixa assim,

Cinemas, avenidas,

E outros não-fazeres.

É a dor das coisas,

O luto desta mesa;

É o regimento proibindo

Assovios, versos, flores.

Eu nunca suspeitara

Tanta roupa preta;

Tão pouco essas palavras —

Funcionárias, sem amor.

Carlos, há uma máquina

Que nunca escreve cartas;

Há uma garrafa de tinta

Que nunca bebeu álcool.

 

E os arquivos, Carlos,

As caixas de papéis:

Túmulos para todos

Os tamanhos de meu corpo.

Não me sinto correto

De gravata de cor,

E na cabeça uma moça

Em forma de lembrança

Não encontro a palavra

Que diga a esses móveis.

Se os pudesse encarar…

Fazer seu nojo meu…

Carlos, dessa náusea

Como colher a flor?

Eu te telefono, Carlos,

Pedindo conselho.

O poema acima, escrito em 29-09-1943, revela a decisiva influência de Carlos Drummond de Andrade nas primeiras produções do autor. Inédito, foi extraído dos “Cadernos de Literatura Brasileira”, nº. 01, publicado pelo Instituto Moreira Salles em Março de 1996, pág.60

 

Tecendo a Manhã

João Cabral de Melo Neto

Um galo sozinho não tece uma manhã:

ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele

e o lance a outro; de um outro galo

que apanhe o grito de um galo antes

e o lance a outro; e de outros galos

que com muitos outros galos se cruzem

os fios de sol de seus gritos de galo,

para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,

se erguendo tenda, onde entrem todos,

se entretendendo para todos, no toldo

(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo

que, tecido, se eleva por si: luz balão.

 

O Relógio

João Cabral de Melo Neto

Ao redor da vida do homem

há certas caixas de vidro,

dentro das quais, como em jaula,

se ouve palpitar um bicho.

Se são jaulas não é certo;

mais perto estão das gaiolas

ao menos, pelo tamanho

e quadradiço de forma.

Umas vezes, tais gaiolas

vão penduradas nos muros;

outras vezes, mais privadas,

vão num bolso, num dos pulsos.

Mas onde esteja: a gaiola

será de pássaro ou pássara:

é alada a palpitação,

a saltação que ela guarda;

e de pássaro cantor,

não pássaro de plumagem:

pois delas se emite um canto

de uma tal continuidade

http://www.releituras.com/joaocabral_dificil.asp

http://www.infoescola.com/escritores/joao-cabral-de-melo-neto/

sesc pompeia

Sesc Pompeia entre as melhores construções do mundo

No início deste mês o jornal britânico The Guardian publicou uma matéria em que elegia os dez “melhores edifícios de concreto do mundo”.  Do Panteão de Roma à Unité d’Habitation de Marseille, de Le Corbusier, a lista, elaborada por pelo crítico de arquitetura Rowan Moore, conta ainda com o Banco de Londres em Buenos Aires, do arquiteto Clorindo Testa, e com o Pavilhão Nacional Português, de Álvaro Siza.

Falar de concreto sem mencionar obras do brutalismo brasileiro seria quase inadmissível para um crítico de arquitetura, e Moore sabe disso, por isso, entre os dez melhores elegeu, talvez, o exemplo mais interessante dentre todos os edifícios de concreto do Brasil: o Sesc Pompeia, emblemático projeto de recuperação e anexos para uma antiga fábrica de tambores na cidade de São Paulo, realizado por Lina Bo Bardi em 1986.

Fonte:

http://saopaulosao.com.br/conteudos/outros/1260-jornal-ingl%C3%AAs-elege-sesc-pomp%C3%A9ia-entre-os-dez-melhores-edif%C3%ADcios-de-concreto-do-mundo.html#

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/02/jornal-elege-sesc-pompeia-como-6-melhor-predio-de-concreto-do-mundo.html

https://www.facebook.com/sescpompeia/?fref=ts

http://www.archdaily.com.br/br/01-153205/classicos-da-arquitetura-sesc-pompeia-slash-lina-bo-bardi

http://www.sescsp.org.br/unidades/11_POMPEIA/

Rua Clélia, 93 – Pompeia – São Paulo – SP – Brasil – Tel: (11) 3871-7700

Salvar

Rua Clélia, 93

São Paulo

011 3871-7700

http://www.sescsp.org.br/unidades/11_POMPEIA/

Boa diversão!

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