Chegou o dia das dicas da Nanda Rovere

Dez-encontros

Dez Encontros em temporada popular no Teatro Folha

Só até dia 31 de março.

Dez Encontros – Dois atores –Tania Khalill e André Garolli– representam cinco personagens e encenam histórias que falam desedução e desencontros entre homens e mulheres de classes, profissões e estilos diferentes.

Os dez encontros acontecem a partir do envolvimento de uma garota com um motorista de táxi.

O texto origina foi escrito pelo austríaco Arthur Schnitzler em 1897e a sua estreia foi proibida pela polícia de Viena em 1921 e os atores tiveram que responder a um processo por obscenidade.

Em 1950, Max Ophuls realizou o filme La Ronde, e Dez Encontros é baseado em The Blue Room, uma adaptação escrita por David Hare para ser encenada por apenas dois atores.

 

Primeiro Encontro – A Garota e o Taxista
Segundo Encontro – O Taxista e a Doméstica
Terceiro Encontro – A Doméstica e o Estudante
Quarto Encontro – O Estudante e a Mulher Casada
Quinto Encontro – A Mulher Casada e o Político
Sexto Encontro – O Político e a Modelo
Sétimo Encontro – A Modelo e o Autor
Oitavo Encontro – O Autor e a Atriz
Nono encontro – A Atriz e o Magnata
Décimo Encontro – O Magnata e a Garota

 

Ficha Técnica e Serviço:

Autoria: David Hare

Tradução e direção: Isser Korik

Elenco: Tania Khalill e André Garolli

Cenários e adereços: Gilberto Gawronski

Figurinos: Fábio Namatame

Duração: 90 minutos
Classificação etária: 16 anos

Local: Teatro Folha

Temporada: até 31 de março

Apresentações: quarta e quinta-feira, 21h.

Ingresso: R$ 20,00 (setor único).

*Valores referentes a ingressos inteiros. Meia-entrada disponível em todas as sessões e setores de acordo com a legislação.

TEATRO FOLHA

Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 / Terraço / tel.: (11) 3823-2323 – Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323 Site: www.teatrofolha.com.br

Vendas por telefone e internet/ Capacidade: 305 lugares / Não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube Folha 50% desconto / Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a quinta, das 15h às 21h; sexta, das 15h às 00h; sábado, das 12h às 00h; e domingo, das 12h às 19h / Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado / Estacionamento do Shopping: R$ 14,00 (primeiras duas horas) / Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3104-4885 / 3113-3215 / 97628-4993 / Patrocínio: Folha de S.Paulo, CSN, Veloce, Brightstar, Nova Chevrolet e Grupo Pro Security.

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O Feminino em Pessoa

O show mostra os sonhos, desejos e ilusões de um homem apaixonado.

A história é contada a partir da obra do poeta português Fernando Pessoa (1988-1935).

Os poemas foram musicados pela pianista e compositora Patricia Lopes, que toca piano.

Participações especiais de Andrea dos Guimarães (voz), Paula Mirhan (voz), Catarina Rossi (viola), Rafael de Caboclo (violoncelo) e Clara Kok (flauta).

Segunda, 4 de abril às 21:00

Espaço Cachuera

Rua Monte Alegre 1094, 05014-001 São Paulo

Telefone: 3872-8113
Entrada: R$ 30,00

Copyright Andre Stefano 2015
Copyright Andre Stefano 2015

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Teatro Jardim Sul – A assessoria de Imprensa do novo teatro divulga a programação

O Teatro abre suas cortinas para espetáculos adultos no dia 5 de abril, terça, às 21h00, com a estreia de Lili & Cia.

Dirigido por Grace Gianoukas, conhecida pelo seu trabalho no espetáculo Terça Insana, Lili & Cia leva para o palco a história de uma menina que finge ser apresentadora de programa infantil. Ela é muito cruel, mas todos acham que é dócil. A personagem, sucessno na internet, é vivida pelo ator Eraldo Fontiny.

Mais detalhes sobre a programação, que conta com stand up, teatro adulto e infantil:

http://www.deolhonacena.com.br/index.php?pg=3a2b&sub=61#linha

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Nilton Bicudo leva o hilário espetáculo Myrna Sou eu para o Rio.

No palco, o ator vive a radialista Myrna, que no seu programa de rádio, ouve as lamúrias e as dúvidas dos ouvintes com relação ao amor.

Myrna dá conselhos absurdos e, no decorrer da apresentação, mostra que também não tem uma vida amorosa perfeita.

A peça é baseada nas crônicas de Nelson Rodrigues para o Correio da Manhã, em que assinava com o pseudônimo de Myrna.

Nilton Bicudo dá um show no palco. Consegue transmitir com maestria a alma feminina da personagem, mas sem cair em nenhum momento na caricatura.

Com peruca, maquiagem e um figurino sóbrio e discreto, Myrna é uma senhora não tem ¨papas na língua¨ na hora de dar conselhos.

O texto é de Nelson Rodrigues, com adaptação, roteiro e direção de Elias Andreato.

Estreia de Myrna sou Eu, dia 06-04, às 21h00, no Teatro Poeira.

Rua São João Batista, 104

Temporada até 25 de maio, sempre terças e quartas às 21h00

https://www.facebook.com/teatro.poeira/

http://www.teatropoeira.com.br/

 

Última semana de Incêndios – A Peça no Theatro NET Rio!
Só mais 3 apresentações: Sexta e sábado às 21h00; domingo às 20h00.

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Depois de temporadas de sucesso, o excelente espetáculo Incêndios reestreia no Theatro Net Rio.

A montagem, a primeira brasileira da obra do autor libanês, fala dos horrores da guerra, através da trajetória da árabe Nawal, com uma força surpreendente para lidar com as mazelas da vida.

Nawal passa seus últimos anos em voluntário exílio no Ocidente, onde morre e deixa em testamento uma difícil missão para seu casal de filhos gêmeos: encontrar o pai e também um irmão perdido em seu remoto passado no Oriente.

Os jovens têm uma relação difícil com a mãe e não compreendem porque ela os trata com distanciamento. Nawal sofre calada, não fala com os filhos nos últimos anos de sua vida e só depois da sua morte é que eles entenderão o motivo da sua angústia.

A viagem para o Oriente revela segredos dolorosos e que servem para mostrar aos irmãos a alma de Nawal. Eles descobrem o quanto uma guerra pode destruir a vida das pessoas.

Marieta Severo merece menção especial. É uma atriz magnífica, que se transforma totalmente para cada personagem. Apresenta a alma de uma mulher sofrida, cansada diante de tantas atrocidades.

As suas agruras foram tantas que não há mais espaço para o choro.

A atriz, com o seu enorme talento e experiência, vive essa mulher com maestria. Impressionante e tocante a sua entrega e a carga dramática que coloca em cena. Um trabalho digno de muita admiração e prêmios.

INCÊNDIOS É UMA MONTAGEM ARREBATADORA, que choca ao mostrar grandes tragédias, mas também emociona porque consegue transmitir o quanto as mulheres são vitimas de atrocidades no Oriente Médio e no mundo inteiro. Além disso, os personagens demonstram uma tocante capacidade de perdoar.

Para saber mais detalhes:

https://www.facebook.com/IncendiosAPeca/

https://www.facebook.com/theatronetrio/?fref=ts http://www.theatronetrio.com.br/

Depois do Net, a montagem passará por BELO HORIZONTE, SALVADOR, SANTO ANDRÉ, SANTOS, GUARULHOS e CAMPINAS!  

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Poemas de Olavo Bilac

 

Olavo Bilac: Foi um jornalista e poeta brasileiro, membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias. Conhecido por sua atenção à literatura infantil e, principalmente, pela participação cívica, era republicano e nacionalista; também era defensor do serviço militar obrigatório.

 

A velhice

O neto:

Vovó, por que não tem dentes?

Por que anda rezando só.

E treme, como os doentes

Quando têm febre, vovó?

Por que é branco o seu cabelo?

Por que se apóia a um bordão?

Vovó, porque, como o gelo,

É tão fria a sua mão?

Por que é tão triste o seu rosto?

Tão trêmula a sua voz?

Vovó, qual é seu desgosto?

Por que não ri como nós?

 

A Avó:

Meu neto, que és meu encanto,

Tu acabas de nascer…

E eu, tenho vivido tanto

Que estou farta de viver!

Os anos, que vão passando,

Vão nos matando sem dó:

Só tu consegues, falando,

Dar-me alegria, tu só!

O teu sorriso, criança,

Cai sobre os martírios meus,

Como um clarão de esperança,

Como uma benção de Deus!

Olavo Bilac

In: Poesias Infantis

RJ: Francisco Alves, 1929.

 

In extremis

Nunca morrer assim! Nunca morrer num dia
Assim! De um sol assim!
Tu, desgrenhada e fria,
Fria! Postos nos meus os teus olhos molhados,
E apertando nos teus os meus dedos gelados…

E um dia assim! De um sol assim! E assim a esfera
Toda azul, no esplendor do fim da primavera!
Asas, tontas de luz, cortando o firmamento!
Ninhos cantando! Em flor a terra toda! O vento
Despencando os rosais, sacudindo o arvoredo…

E, aqui dentro, o silêncio… E este espanto! E este medo!
Nós dois… e, entre nós dois, implacável e forte,
A arredar-me de ti, cada vez mais a morte…

Eu com o frio a crescer no coração, — tão cheio
De ti, até no horror do verdadeiro anseio!
Tu, vendo retorcer-se amarguradamente,
A boca que beijava a tua boca ardente,
A boca que foi tua!

E eu morrendo! E eu morrendo,
Vendo-te, e vendo o sol, e vendo o céu, e vendo
Tão bela palpitar nos teus olhos, querida,
A delícia da vida! A delícia da vida!
Ontem

XXVII

Ontem – néscio que fui! – maliciosa
Disse uma estrela, a rir, na imensa altura:
“Amigo! uma de nós, a mais formosa
“De todas nós, a mais formosa e pura,

“Faz anos amanhã… Vamos! procura
“A rima de ouro mais brilhante, a rosa
“De cor mais viva e de maior frescura!”
E eu murmurei comigo: “Mentirosa!”

E segui. Pois tão cego fui por elas,
Que, enfim, curado pelos seus enganos,
já não creio em nenhuma das estrelas…

E — mal de mim! — eis-me, a teus pés, em pranto…
Olha: se nada fiz para os teus anos,
Culpa as tuas irmãs que enganam tanto!

 

Um Beijo

Foste o beijo melhor da minha vida,
Ou talvez o pior…Glória e tormento,
Contigo à luz subi do firmamento,
Contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
Queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
E do teu gosto amargo me alimento,
E rolo-te na boca malferida.

Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
Batismo e extrema-unção, naquele instante
Por que, feliz, eu não morri contigo?

Sinto-te o ardor, e o crepitar te escuto,
Beijo divino! e anseio, delirante,
Na perpétua saudade de um minuto…
Palavras

 

As palavras do amor expiram como os versos,

Com que adoço a amargura e embalo o pensamento:

Vagos clarões, vapor de perfumes dispersos,

Vidas que não têm vida, existências que invento;

 

Esplendor cedo morto, ânsia breve, universos

De pó, que o sopro espalha ao torvelim do vento,

Raios de sol, no oceano entre as águas imersos

As palavras da fé vivem num só momento…

 

Mas as palavras más, as do ódio e do despeito,

O “não!” que desengana, o “nunca!” que alucina,

E as do aleive, em baldões, e as da mofa, em risadas,

 

Abrasam-nos o ouvido e entram-nos pelo peito:

Ficam no coração, numa inércia assassina,

Imóveis e imortais, como pedras geladas.

 

 

 

Este, que um deus cruel arremessou à vida,

Marcando-o com o sinal da sua maldição,

Este desabrochou como a erva má, nascida

Apenas para aos pés ser calcada no chão.

 

De motejo em motejo arrasta a alma ferida…

Sem constância no amor, dentro do coração

Sente, crespa, crescer a selva retorcida

Dos pensamentos maus, filhos da solidão.

 

Longos dias sem sol! noites de eterno luto!

Alma cega, perdida à toa no caminho!

Roto casco de nau, desprezado no mar!

 

E, árvore, acabará sem nunca dar um fruto;

E, homem há de morrer como viveu: sozinho!

Sem ar! sem luz! sem Deus! sem fé! sem pão!

sem lar!

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