Já chegou o dia das dicas culturais da Nanda Rovere!

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Jogo Aberto

O texto fala sobre relações humanas e discute questões como honestidade e monogamia.

Em cena, casais se reúnem para um jantar e a noite promete muitas emoções.

O encontro é um simples jantar entre amigos, na casa de Paulo e Evelyn (Ricardo Tozzi e Guta Ruiz), que recebem Júlia (Tania Khalill), Milton (Alex Gruli). Lilian (Natallia Rodrigues) e André (Pedro Henrique Moutinho).

O problema é que eles resolvem fazer um jogo da verdade, regado a bebida, e a noite acaba se transformando num perigoso jogo de revelações e seduções.

Ficha Técnica:

Dramaturgia – Jeff Gould

Elenco – Ricardo Tozzi, Tania Khalill, Natallia Rodrigues, Alex Gruli, Guta Ruiz e Pedro Henrique Moutinho

Cenografia – Paula de Paoli

Assistente de Cenografia – Clau Carmo

Cenotécnico – Wagner José de Almeida

Serralheria – José da Hora

Figurinos – Luciano Ferrari

Produção de Figurinos – Elen Zamith

Costureira – Maria de Lourdes Oliveira

Fotografia – João Caldas

Coordenação de Produção – Isabel Gomez

Assistente de Produção – Felipe Costa

Estagiários – Gustavo Thompon e Pedro Pó

Administração – Isabel Gomez e Felipe Costa

Assistentes de Direção – Thiago Ledier e Mariana São João

Assessoria Internacional – Claudio Erlichman

Tradução, Iluminação e Direção – Isser Korik

Realização – RDP Marketing Cultural / Conteúdo Teatral

SERVIÇO – Jogo Aberto

Local: Teatro Folha

Estreia: 06 de maio

Temporada: até 31 de julho

Apresentações: sexta-feira, 21h30; sábado, às 20h e 22h; domingo, às 20h.

Ingresso: R$ 30,00 (setor 2) e R$50,00 (setor 1) às sextas-feiras e domingos; R$50,00 aos sábados (setor único)

Duração: 90 minutos

Classificação etária: 14 anos

*Valores referentes a ingressos inteiros. Meia-entrada disponível em todas as sessões e setores de acordo com a legislação.

TEATRO FOLHA

Shopping Pátio Higienópolis – Av. Higienópolis, 618 / Terraço / tel.: (11) 3823-2323 – Televendas: (11) / 3823 2423 / 3823 2737 / 3823 2323 Site: http://www.teatrofolha.com.br

Vendas por telefone e internet/ Capacidade: 305 lugares / Não aceita cheques / Aceita os cartões de crédito: todos da Mastercard, Redecard, Visa, Visa Electron e Amex / Estudantes e pessoas com 60 anos ou mais têm os descontos legais / Clube Folha 50% desconto / Horário de funcionamento da bilheteria: de terça a quinta, das 15h às 21h; sexta, das 15h às 00h; sábado, das 12h às 00h; e domingo, das 12h às 19h / Acesso para cadeirantes / Ar-condicionado / Estacionamento do Shopping: R$ 14,00 (primeiras duas horas) / Venda de espetáculos para grupos e escolas: (11) 3104-4885 / 3113-3215 / 97628-4993 / Patrocínio: Folha de São Paulo, CSN, Veloce, Brightstar, Nova Chevrolet e Grupo Pro Security. Apoio: Hotel George V.

Matéria também publicada no WWW.deolhonacena.com.br

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Para quem gosta de dar risada:

Marcos Veras em ACORDA PRA CUSPIR

O monólogo fala da insanidade dos tempos modernos e conta a história de José Silva, um homem que faz de tudo para conquistar o sucesso, o dinheiro e a fama.

A montagem, que está em cartaz no Teatro Porto Seguro, é uma versão brasileira de Wake up and smell the coffee, que teve atuação do próprio autor, Eric Bogosian, e que fez sucesso em Nova Iorque de público e crítica.

Sobre a equipe:

Marcos Veras – Ator

Ator e apresentador, Marcos Veras ficou bastante conhecido por meio do seu espetáculo solo de humor “Falando a Veras”, que estreou no teatro em 2008 e ficou em cartaz durante sete anos em todo o país.

Na internet, conquistou o público com suas participações nos vídeos do You Tube do grupo Porta dos Fundos, que ajudou a idealizar.

Ficha Técnica

Texto: Eric Bogosian

Tradução: Mauricio Guilherme

Ator: Marcos Veras

Direção: Daniel Herz

Musica original: André Abujamra

Cenário: Fernando Mello da Costa

Figurino: Antônio Guedes

Iluminação: Aurélio de Simoni

Direção de Movimento: Duda Maia

Assistente de Direção: Tiago Herz

Produção: Rodrigo Velloni

Realização: Velloni Produções Artísticas

Produção Executiva: Barbara Dib

Assistentes de Produção: Adriana Souza e Daise Sena

Administração Financeira: Vanessa Velloni

Realização: Velloni Produções Artísticas

 

Serviço:

Teatro Porto Seguro (508 lugares)

Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elísios

Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante. Formas de pagamento: Todos os cartões de crédito e débito. Acessibilidade: 10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos. Estacionamento no local: Estapar R$ 20. Serviço de Vans: TRANSPORTE GRATUITO ESTAÇÃO LUZ – TEATRO PORTO SEGURO – ESTAÇÃO LUZ. O Teatro Porto Seguro oferece vans gratuitas da Estação Luz até as dependências do Teatro. COMO PEGAR: Na Estação Luz, na saída Praça da Luz/Rua José Paulino, vans personalizadas passam em frente ao local indicado para pegar os espectadores. Para mais informações, contate a equipe do Teatro Porto Seguro.

Vendas: http://www.ingressorapido.com.br e 4003.1212

Site: http://www.teatroportoseguro.com.br/

Facebook: facebook.com/teatroporto

Instagram: @teatroporto

Quarta e Quinta às 21h00

Ingressos:

R$ 60 (Plateia) | R$ 40 (Balcão/Frisas)

Duração: 70 minutos

Classificação: 14 anos

Estreia dia 11 de Maio de 2016

Temporada: até 07 de Julho

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No Rio:

Última semana para conferir Os Sonhadores

O espetáculo parte de uma obra que ficou famosa pela adaptação cinematográfica de Bernardo Bertolucci.

Na trama, três jovens cinéfilos se enclausuram num apartamento durante uma revolução política e cultural.

No apartamento, reina a alienação, enquanto nas ruas o povo clama por direitos trabalhistas e maior liberdade nas escolas e na sociedade em geral.

– A dramaturgia busca atravessar a Paris de 1968, no intuito de encontrar pertinência, universalidade e atemporalidade nas questões abordadas, rastreando implicações contemporâneas,  perguntando sobre como assumir posicionamento frente às demandas da vida em sociedade, diz o atorDiogo Liberano.

Com patrocínio da Souza Cruz, através da Lei Rouanet, e apoio cultural da Oi, o drama “Os Sonhadores” realiza temporada de estreia no Oi Futuro Ipanema, Rua Visconde de Pirajá, 54, Ipanema (21 3131-9333), de 9 de abril a 29 de maio de 2016, de quinta a domingo às 20h, com ingressos até 30 reais. A classificação é 18 anos.

Ficha Técnica:

Dramaturgia: Diogo Liberano, a partir do romance The Dreamers de Gilbert Adair

Direção: Viniciús Arneiro

Elenco: Bernardo Marinho, Igor Angelkorte e Juliana David

Co-Dramaturgia: Dominique Arantes

Diretora Assistente: Morena Cattoni

Direção Musical: Tato Taborda

Cenário: Aurora dos Campos

Direção de Imagens: Allan Ribeiro

Figurino: Graziela Bastos

Iluminação: Rodrigo Belay

Design: Radiográfico

Assessoria de Imprensa: Ney Motta

Produção Executiva: Camila Martins Ribeiro e Marcelo Cabanas | Bateia Cultura

Coordenação Administrativa: Jéssica Araújo

Direção de Produção: Liliana Mont Serrat

Apoio Cultural: Oi

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Mia Couto, escritor moçambicano nascido em Beira, em 1955, tem exercitado, na lapidação da palavra, a arte de reencantar o mundo

http://www.miacouto.org/

https://www.facebook.com/miacoutooficial/

“-A minha raça sou eu mesmo. A pessoa é uma humanidade individual. Cada homem é uma raça, senhor polícia.” (Mia Couto)

 

  1. A Rosa Caramela

Acendemos as paixões no rastilho do próprio coração. O que amamos é sempre chuva, entre voo da nuvem e a prisão do charco. Afinal, somos caçadores que a si mesmo azagaiam. No arremesso certeiro vai sempre um pouco de quem dispara.(p.13)

Um conto triste, lírico. A história é de uma mulher misteriosa que enlouquece por ter sido abandonada na porta da igreja. Ela tem o rosto lindo, mas o corpo é disforme, corcunda, motivo de burla desde criança. A falta de amor mata, sim, se não matar o corpo (que às vezes acontece), faz morrer a alma ou o que for, mas mata. O final não é tão surpreendente, mas nem por isso o conto deixa de ser bom.

 

O pescador cego

O barco de cada um está no seu próprio peito. (Provérbio macua) (p.95)

É preciso reproduzir o primeiro parágrafo, que dá o tom do texto inteiro; veja a beleza da escritura existencialista de Mia Couto:

Vivemos longe de nós, em distante fingimento. Desaparecemo- nos. Porque nos preferimos nessa escuridão interior? Talvez porque o escuro junta as coisas, costura os fios do disperso.No aconchego da noite, o impossível ganha a suposição do visível. Nessa ilusão, descansam os nossos fantasmas. (p. 97)

Esse conto é todo bonito e triste, daqueles que encolher o coração. É a história de um pescador, Maneca Mazembe, que ficou cego de uma maneira escabrosa, arrancou o próprio olho com uma faca e o espetou num anzol para poder pescar em alto- mar e poder comer. A fome enlouquece. Um olho por um peixe! A normalidade na família de Maneca era o machismo com a mulher Salima, que sentiu até falta do marido quando deixou de surrá- la. Maneca não admitia que Salima saísse para pescar, agora que ele já não enxergava.

 

Muitas vozes, afinal, só produzem silêncio. (p. 97)

O Amor, Meu Amor

Nosso amor é impuro

como impura é a luz e a água

e tudo quanto nasce

e vive além do tempo.

Minhas pernas são água,

as tuas são luz

e dão a volta ao universo

quando se enlaçam

até se tornarem deserto e escuro.

E eu sofro de te abraçar

depois de te abraçar para não sofrer.

E toco-te

para deixares de ter corpo

e o meu corpo nasce

quando se extingue no teu.

E respiro em ti

para me sufocar

e espreito em tua claridade

para me cegar,

meu Sol vertido em Lua,

minha noite alvorecida.

Tu me bebes

e eu me converto na tua sede.

Meus lábios mordem,

meus dentes beijam,

minha pele te veste

e ficas ainda mais despida.

Pudesse eu ser tu

E em tua saudade ser a minha própria espera.

Mas eu deito-me em teu leito

Quando apenas queria dormir em ti.

E sonho-te

Quando ansiava ser um sonho teu.

E levito, voo de semente,

para em mim mesmo te plantar

menos que flor: simples perfume,

lembrança de pétala sem chão onde tombar.

Teus olhos inundando os meus

e a minha vida, já sem leito,

vai galgando margens

até tudo ser mar.

Esse mar que só há depois do mar.

Mia Couto, in “idades cidades divindades”

 

_ A vida é um colar. Eu dou o fio, as mulheres dão as missangas. São sempre tantas, as missangas…

Mia Couto

No livro “O fio das missangas”

 

Há o homem, isto é facto. Custa é haver o humano.

Mia Couto

No livro ” Na berma de nenhuma estrada ”

 

Para Ti

Foi para ti

que desfolhei a chuva

para ti soltei o perfume da terra

toquei no nada

e para ti foi tudo

Para ti criei todas as palavras

e todas me faltaram

no minuto em que talhei

o sabor do sempre

 

Para ti dei voz

às minhas mãos

abri os gomos do tempo

assaltei o mundo

e pensei que tudo estava em nós

nesse doce engano

de tudo sermos donos

sem nada termos

simplesmente porque era de noite

e não dormíamos

eu descia em teu peito

para me procurar

e antes que a escuridão

nos cingisse a cintura

ficávamos nos olhos

vivendo de um só

amando de uma só vida.

Mia Couto, in “Raiz de Orvalho e Outros Poemas”

 

Boa diversão!

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