Dicas Culturais da Nanda Rovere…nesse frio o bom é ficar bem agasalhado e não ficar em casa

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Gabriela, Cravo e Canela, a célebre personagem de Jorge Amado estreia agora na forma de musical

Com direção de João Falcão, a adaptação do romance para o teatro traz a trilha sonora formada por composições de Dorival Caymmi, Tom Jobim, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Martinho da Vila, Lulu Santos, Gonzaguinha, Arnaldo Antunes e Marisa Monte, num caldeirão de ritmos brasileiros (como define o diretor).

A história é o conhecido relacionamento entre Gabriela e Nacib, na Bahia dos anos 20. Gabriela chega a Salvador fugida da seca no agreste e vai trabalhar no bar Vesúvio, de Nacib. É uma cozinheira de mão cheia, com multa sensualidade, espírito livre e de caráter. Representa a ruptura dos velhos valores, a decadência do coronelismo e o desenvolvimento.

Nos últimos anos, estamos presenciando um boom de musicais, mas Falcão já desejava montar essa obra há oito anos.

A montagem de Falcão está distante da linguagem naturalista que teve nas adaptações para a TV e cinema. O objetivo é reforçar a teatralidade das cenas, que estão ambientadas num cenário de armações de metal e de esteiras rolantes.

‘É algo que todo mundo já conhece. O desafio é justamente mostrar novos significados e novas ideias em torno da história. O romance tem um ponto fundamental, que é mostrar as transformações políticas e culturais da época através de uma história de amor e de uma personagem feminina. Gabriela é uma retirante, uma marginal, encontrada no mercado de escravos, e faz a diferença no contexto daquela época em Ilhéus’, explica João.

Crítica:

http://www.deolhonacena.com.br/index.php?pg=3a1b&sub=36#linha

Ficha Técnica:

GABRIELA, UM MUSICAL

A partir do romance ‘Gabriela, Cravo e Canela’, de Jorge Amado

Adaptação e Direção: João Falcão

Direção Musical: Tó Brandileone

Produção Geral: Almali Zraik

Com Almério, Bruce de Araujo, Bruno Quixotte, Daniela Blois, Danilo Dal Farra, Eliane Carmo, Frederico Demarca, Guilherme Borges, Ingrid Gaigher, Isadora Melo, Juliana Linhares, Leo Bahia, Luciano Andrey, Luísa Vianna, Mauricio Tizumba, Marcel Octavio, Natasha Jascalevich, Rafael Lorga, Tamirys O’hanna, Thomás Aquino e Vinicius Teixeira.

Músicos: Antonio Loureiro, Danilo Penteado, Edson Santanna, Maria Beraldo Bastos e Rafa Barreto

Colaboração na Adaptação de texto: Adriana Falcão

Arranjos Vocais: Tó Brandileone e Guilherme Borges

Diretora de Arte e Figurinos: Simone Mina

Cenografia: Simone Mina e João Falcão

Coreografia e Preparação Corporal: Lu Brites

Visagismo: Simone Momo e Roger Ferrari

Design de Som: Tocko Michelazzo

Design de Luz: Cesar de Ramires

Diretor Técnico: Rinaldo Marx

Coordenadora de Produção: Martha Lozano

Diretor Assistente: Clayton Marques

Diretora Residente: Sabrina Mirabelli

Preparação Vocal: Rafael Barreiros

Assistente de Diretor Musical: Guilherme Borges

Serviço:

Ministério da Cultura apresenta

Patrocínio: Alelo

Realização: Caradiboi Arte e Esportes em associação com Tempo Entertainment e Opus Promoções

Temporada de 9 de junho a 7 de agosto

Local: Teatro Cetip – (Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros).

Horários: quintas e sextas, às 21h; sábados, às 17h e 21h; domingos às 18h.

Duração: 2 horas 40 minutos em dois atos (com intervalo de 15min).

Ingressos: de R$ 30 (meia-entrada) a R$ 190.

Classificação Etária: Classificação livre. Menores de 12 anos acompanhados dos pais ou responsáveis legais.

Capacidade: 627 lugares.

Estacionamento terceirizado com manobrista

QUINTA-FEIRA 21H

PREÇOS           PLATEIA PREMIUM    PLATEIA INFERIOR      PLATEIA SUPERIOR A PLATEIA SUPERIOR B

INTEIRA           R$ 160,00       R$ 140,00       R$ 90,00         R$60,00

MEIA   R$ 80,00         R$ 70,00         R$45,00          R$ 30,00

SEXTA-FEIRA 21H, SÁBADO 17H E 21H E DOMINGO 18H

PREÇOS           PLATEIA PREMIUM    PLATEIA INFERIOR      PLATEIA SUPERIOR A PLATEIA SUPERIOR B

INTEIRA           R$ 190,00       R$ 160,00       R$ 130,00       R$ 100,00

MEIA   R$ 95,00         R$ 80,00         R$ 65,00         R$ 50,00

– Meia-entrada: obrigatória a apresentação do documento previsto em lei que comprove a condição de beneficiário.

BILHETERIA OFICIAL – SEM TAXA DE CONVENIÊNCIA

Teatro Cetip – De terça a sábado, de 12h às 20h. Domingos, de 13h às 20h (em dias de espetáculo, a bilheteria funciona até o início da apresentação) – Rua dos Coropés, 88 – Pinheiros

LOCAIS DE VENDA – COM TAXA DE CONVENIÊNCIA

Pontos de venda no link

Pela Internet: www.ticketsforfun.com.br

Retirada na bilheteria e E-ticket – taxas de conveniência e de entrega.

Formas de Pagamento: dinheiro, cartões de crédito American Express®, Visa, MasterCard, MasterCard débito, Diners e cartões de débito Visa Electron.

Venda a grupos: grupos@t4f.com.br

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Dramaturgo e diretor Samir Yazbek lança o projeto Brasil: o Futuro que Nunca Chega – D. Pedro II – e Brasil: o Futuro que Nunca Chega – Princesa Isabel

Fonte: www.deolhonacena.com.br

A peça Brasil: o Futuro que Nunca Chega – Princesa Isabel pretende investigar a escravidão no país, na passagem do Império à República, discutindo suas consequências para a nossa sociedade.

A história se passa no dia da assinatura da Lei Áurea, em 1888, quando a Princesa Isabel, seu marido Conde d’Eu, José e sua mãe (escrava alforriada, já falecida) discutem a escravidão no país, antevendo seu legado para a sociedade brasileira. Apesar da ação se passar em 1888, sua concepção cênica remete aos dias de hoje.

Brasil: o Futuro que Nunca Chega – D. Pedro II mergulha no Império para tentar compreender o Brasil contemporâneo, que cada vez mais tem mostrado que a xenofobia e o racismo estão presentes na sociedade. Um fato preocupante já que hoje se tem acesso a informações, sobretudo através da internet.

No enredo, um repórter de ascendência libanesa, em crise com seu trabalho, narra para um cinegrafista a visita do Imperador D. Pedro II ao Líbano, em 1876. Essa narrativa é entremeada por figuras da imaginação do repórter (sua mãe, um jovem neofascista e o próprio D. Pedro II.

Ficha Técnica:

Texto e direção: Samir Yazbek

Codireção e preparação de atores: Helio Cicero

Cenografia: André Cortez

Figurino: Anne Cerutti

Iluminação: Domingos Quintiliano

Trilha sonora: Gregory Slivar

Assistência de direção: Carla Laiene

Assistência de cenografia: Carmem Guerra

Preparação corporal: Janette Santiago

Aulas de francês: Flávio Nery

Direção de palco: Fernando Trauer

Fotografia: Heloísa Bortz

Assessoria de imprensa: Eliane Verbena

Coordenação do projeto: Silvia Marcondes Machado (Mecenato Moderno)

Produção executiva: Vanessa Campanari

Direção de produção: Edinho Rodrigues (Brancalyone Produções)

Idealização: Cia Teatral Arnesto nos Convidou

Realização: Sesc São Paulo

 

Elenco 1 – “Brasil: o Futuro que Nunca Chega – Princesa Isabel”:

Gabriela Flores, Rogério Brito, Helio Cicero e Janette Santiago.

Participação: Fernando Trauer e Carla Laiene.

 

Elenco 2 – “Brasil: o Futuro que Nunca Chega – D. Pedro II”:

Helio Cicero, Eduardo Mossri, Rogério Brito, Gabriela Flores e Henrique Zanoni.

Participação: Fernando Trauer e Carla Laiene.

 

Serviço:

Teatro Anchieta – Sesc Consolação

Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque/SP – Tel: (11) 3234-300

Temporada: 9 de junho a 10 de julho

“Brasil: o Futuro que Nunca Chega – Princesa Isabel”: 9 de junho a 9 de julho

Horários: Quintas e sábados (às 21 horas)

“Brasil: o Futuro que Nunca Chega – D. Pedro II”: 10 de junho a 10 de julho

Horários: sextas (às 21 horas) e domingos (às 18 horas)

Duração: 70 minutos. Gênero: Drama. Classificação: 12 anos

Ingressos: R$ 40,00 (inteira), R$ 20,00 (estudante, servidor de escola pública, +60 anos, aposentado e pessoa com deficiência) e R$ 12,00 (credencial plena). Ingressos à venda pelo Portal sescsp.org.br a partir de 31/5, às 18h, e nas bilheterias do Sesc SP a partir de 1/6, às 17h30.

Aceita Cheque e todos os cartões – Capacidade: 280 lugares.

Ar condicionado e acesso universal.

Não faz reservas. Não possui estacionamento. Site: http://www.sescsp.org.br

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Em setembro estreia, em São Paulo, mais uma nova versão da peça de Esperando Godot, de  Samuel Beckett, direção Elias Andreato

Fiquem ligados!

Curtam a página do espetáculo ( e claro que vou informar sobre a estreia aqui no blog):

https://www.facebook.com/Esperando-GODOT-452157911635379/?fref=nf

Leiam os comentários da Atriz e produtora Daise Amaral

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do Ator e produtor Claudio Fontana

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e do ator e diretor Elias Andreato

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Em BH

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Fonte: Beatriz França

BERRA é algo de dentro pra fora
Das entranhas
Aquilo que transborda
Além do limite…
O ponto de mudança

Nosso “BERRA” é tudo isso e também o eco de uma imensa minoria, TODAS nós.
Uma mulher que se liberta daquilo que nunca foi.
Um feminino selvagem, aflorado.
Um feminismo que se coloca e cria profundidade de raiz
avança e ganha corpo, consciência de luta e ocupa espaço.
Que tem a força e a destreza das Jagunças de Guimarães.
Esse berro quer ser ouvido e respeitado.
é hora de gritar…
Então, BERRA, mulherada!!!!

Serviço:
De 15 a 24 de junho
Temporada Zap 18 – quarta a sábado, 20h
Temporada Casa de Candongas – terça a sexta, 20h

Direção: Marco Paulo Rolla
Com Antonia Claret SantosElisa Santana e Ludmilla Ramalho

Ingressos a R$20 e 10 (meia)

Foto: Luiza Palhares

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JOSÉ CRAVEIRINHA

(1922-2003)

Nasceu em Lourenço Marques (atual Maputo, Moçambique).

 

UM HOMEM NUNCA CHORA

Acreditava naquela história

do homem que nunca chora.

Eu julgava-me um homem.

Na adolescência

meus filmes de aventuras

punham-me muito longe de ser cobarde

na arrogante criancice do herói de ferro.

Agora tremo.

E agora choro.

Como um homem treme.

Como chora um homem!

 

SEM TÍTULO

Não sei se existe Deus.

Mas se Deus existe

Ele está com toda a certeza

a comer comigo esta farinha

no mesmo prato.

(1966)

 

APARÊNCIAS

Amigos!

Apesar das aparências

estarem de acordo com as circunstâncias

não sou eu quem morre de medo.

 

Antes

Durante

E após os interrogatórios

(Inclusive nos quotidianos trajectos de jipe)

a minha língua é que se torna de papel almaço

E minhas desavergonhadas rótulas de borracha

Coitadas é que tremem.

 

Ao bom evangelho dos cassetetes

ouvir avoengos pássaros bantos

cantarem algures nos ombros

velhas melodias de feridas.

 

E depois

à sedutora persuasão das ameaças

pela décima segunda vez humildemente

pensar: Não sou luso-ultramarino

SOU MOÇAMBICANO!

 

Será suficiente esta confissão

Sr. Chefe dos cassetetes

da 2ª. Brigada?

 

PARA UM IDÍLIO CLANDESTINO

Deixa-me que te beije

ao de leve o rosto na manhã nova

e meus dedos acariciem

nervosos a curva meiga do teu seio.

 

Meu amor:

o senso fragmenta-me a sensibilidade

e o que seu sinto-o

larva plena do que há-de vir.

 

Tu e eu

envolvidos nesta aventura

esperamos o comprometido instante

nalguma parte de nós.

 

Vai. Não te esqueças.

Nesta manhã do Infulene

ao quilômetro dez da liberdade

o sobrenatural acontece:

É assim.

Eu preso.

E tu minha mulher

depois da visita partes à vontade

mas não livre.

(Julho de 1967)

 

DE PROFUNDIS

Extenso dia taciturno de nuvens.

Nas ramadas passarinhos de mágoa

lacrimejando chilros. Um braçado

polícromo de flores

perfumando

De profundis

de coroas.

 

Tão duro

assim lacônico

nossos adeus de rosas, Maria.

 

MÁQUINA ELÉCTRICA DE COSTURA

Quando finalmente Maria

menos havia de cansar-se a coser

sua nova máquina eléctrica de costura

em funesto ilogismo encerrada

noutro esmero de alinhaves

solidária se prosternou

desusada.

 

Infeliz

máquina de costura.

Extraídos de:  CRAVEIRINHA, José.  Obra Poética.  Maputo: Direção de Cultura, Universidade Eduardo Mondlane, 2002.  367 p.

http://www.antoniomiranda.com.br/

Boa diversão! Bom aprimoramento do conhecimento!

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