E vamos para as dicas culturais no finalzinho de junho…

 

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Ainda não foi prestigiar o excelente espetáculo Rainhas do Orinoco?

Você tem só até o dia 3 de julho, no Teatro Vivo/SP (último final de semana)

A peça viaja depois e, claro, vou avisar aqui as cidades por onde ela passará

 

Já leram a minha crítica?

http://www.deolhonacena.com.br/index.php?pg=3a1b&sub=34#linha

 

Sinopse:

Mina (Walderez de Barros) e Fifi (Luciana Carnieli) são duas atrizes de teatro musical que ganham a vida com shows pela América Latina.

Viajando em um barco pelo rio Orinoco, cantam e representam seus amores e seus sonhos em uma aventura repleta de lirismo, canções, drama e bom humor.

A encenação foi construída a partir da estética do circo–teatro, tal qual ele existiu no Brasil até meados dos anos 60, e que teve seu auge com Vicente Celestino, Gilda de Abreu, Tonico e Tinoco, José Fortuna, Circo Arethusa, Dercy Gonçalves, Grande Otelo, Oscarito, com os grandes circos e grandes melodramas.

“Este espetáculo é o irmão ingênuo, formoso, brincalhão da minha montagem de Vem Buscar-me Que Ainda Sou Teu, de Soffredini, em 1990, e que foi um momento em que a arte popular acabou nos dando a matéria prima para a configuração de um teatro mais brasileiro, do interior do Brasil profundo. Carballido teve a sabedoria de fazer uma grande comédia. A peça é um depoimento humanista de alguém que enxerga através da comédia e do melodrama a existência de dois seres humanos desprotegidos na carne e nos grotões da America Latina. Colocamos em cena esse texto usando a linguagem estética do circo-teatro”, comenta o diretor Gabriel Villela.

Ficha Técnica:

Texto: Emilio Carballido

Tradução: Hugo de Villavicenzio

Direção: Gabriel Villela

Elenco: Walderez de Barros, Luciana Carnieli e Dagoberto Feliz

Figurino: Gabriel Villela

Bordados: Giovanna Vilela

Adereços e objetos de arte: Shicó do Mamulengo

Cenografia: William Pereira

Assistentes de arte e adereços: Maria do Carmo Soares e Clau Carmo

Costureiras: Zilda Peres e Cleide Mazzacapa Hissa

Maquiagem: Claudinei Hidalgo

Coordenação de arte do ateliê: José Rosa

Arranjos Instrumentais: Dagoberto Feliz

Direção Musical: Babaya

Trilha Sonora: Babaya e Dagoberto Feliz

Iluminação: Caetano Vilela

Assistentes de direção: Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo

Foto de João Caldas

Produção Executiva: Luiz Alex Tasso

Direção de Produção: Claudio Fontana

Patrocínio: Vivo e 2S Inovações Tecnológicas

Serviço:

Duração: 90 min. Onde: Teatro VIVO: Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460, Morumbi – Telefone:(11) 974201529. Temporada: Sextas às 21h30, sábados às 21h00 e domingos às 18h00. Ingresso: R$ 50 (sex), R$ 50 a 80 (sáb e dom). Classificação 14 anos. Estreia 13/05. Até 3 de julho.

– 50% de desconto para Cliente Vivo Valoriza e um acompanhante.

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Em Vitória:

SERVIÇO
Espetáculo: RAINHAS DO ORINOCO
Gênero: COMÉDIA | Local: Theatro Carlos Gomes
Dias e horários: dia 09 de JULHO– 20h / dia 10 de JULHO– 18h
Ingressos: R$ 60,00 (inteira) / R$ 30,00 (meia)* – térreo
R$ 50,00 (inteira) / R$ 25,00 (meia) – camarotes
Endereço: Praça Costa Pereira, s/n, Centro
Informação: (27) 3132-8399 / (27) 3029 2765 / wbproducoes.com
Duração: 90 minutos | Classificação indicativa: 14 anos

*Meia para estudantes, idosos acima de 60 anos, professor da rede pública de Vitória, doador de sangue, jornalista.
*Meia para Cliente Vivo Valoriza e um acompanhante
Assinantes do Jornal A Gazeta e um acompanhante

Após a sessão do dia 09, a Vivo oferece também um bate-papo da série “Encontros Vivo EnCena”, com a participação do elenco do espetáculo e Expedito Araujo, curador do projeto. Além da proximidade com os artistas, o encontro permite aos participantes conhecer e compartilhar histórias inspiradoras e ideias transformadoras para a cultura brasileira.

http://www.ingresso.com/Vitoria/home/espetaculo/teatro/rainhas-do-orinoco

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Cenas de uma Execução – Clarisse Abujamra atua e dirige espetáculo sobre a batalha de Lepanto e a vida da pintora Artemísia Gentileschi

No elenco: Clarisse, Fernando Rocha, Oswaldo Mendes, Mauricio Moraes, Malu Bierrenbach, Lara Córdulla, Roberto Ascar, Fabio Acorsi, Amazyles de Almeida, Priscila Castello Branco. Locução Leopoldo Pacheco

A peça Cenas de uma Execução, já encenada com sucesso em cidades como Nova York, Praga e Londres, é baseada em fatos reais. Nessa obra, o autor Howard Barker fala da terrível batalha de Lepanto e da vida da grande pintora Artemísia Gentileschi.

No papel da protagonista está uma das nossas grandes atrizes, que também é idealizadora e produtora do projeto: Clarisse Abujamra.

Cenas de uma Execução narra a história da famosa pintora da época, que foi convidada pelo Dodge de Veneza a pintar a vitória da Liga Cristã sobre os turcos no ano de 1571.

No seu trabalho, Artemísia Gentileschi, seja na sua vida pessoal ou nessa obra, não celebra Veneza, mas ofende e enfurece as autoridades venezianas, do Estado, da Igreja em particular, devido à sua representação sangrenta e realista da batalha de Lepanto.

O ato da artista foi corajoso, desafiador, e claro, muito perigoso. Ela acendeu a ira de muitos poderosos.

Segundo Clarisse, ¨produzir Cenas de uma Execução nos dias de hoje é a certeza de ser um texto que merece o palco e um desafio dos mais excitantes¨. ¨O autor inglês Howard Barker, baseado em fatos reais, monta um verdadeiro folhetim onde a arte e o poder se encontram  e discutem abertamente  a pertinência, a ousadia destas forças, alinhavadas com elegante humor e uma historia de amor  que envolve e emociona”, diz.

A minha crítica: http://www.deolhonacena.com.br/index.php?pg=3a1b&sub=38#linha

Ficha Técnica:

De – Howard Barker

Direção – Clarisse Abujamra

Personagens e elenco:

Galactia, uma pintora – Clarisse Abujamra

Carpeta, um pintor – Fernando Rocha

Urgentino, o Doge de Veneza – Oswaldo Mendes

Suffici, o almirante – Mauricio Moraes

Rivera, uma critica de arte – Malu Bierrenbach / Lara Córdulla

Ostensibile, o Cardeal – Roberto Ascar

Prodo, um veterano – Fabio Acorsi

Supporta, filha de Galactia – Amazyles de Almeida

Dementia, filha de Galactia – Priscila Castello Branco

O Caderno de Esboços (locução) – Leopoldo Pacheco

Figurino – Leda Senise

Assistente de figurino – Marcos Veniciu

Trilha Sonora composta por – André Abujamra

Assistente de Direção – Vivien Buckup

Projeto de Luz de – Wagner Pinto

Curadoria Artística e Desenhos de Galactia por – Kika Goldstein e Federico Guerreros

Programação Visual de – Ivan Abujamra e Antonio Fagundes Neto

Assistente de Produção – Priscilla Castelo Branco e Marina Gebara

Assessoria de Imprensa – Morente Forte

Produção Executiva – Yara Leite e Adriana Amorim

Produção – Clarisse Abujamra Produções Artísticas

Serviço:

Depois de temporada no Teatro Sergio Cardoso, a peça reestréia na Cia da Revista

Espaço Cia da Revista (82 lugares)

Alameda Nothmann, 1135. Santa Cecília

Bilheteria: 3791.5200

Abre 3 horas antes do início. Aceita todos os cartões, não aceita cheque. Estacionamento conveniado, no número 1238 da mesma rua.

Vendas:  www.ingressorapido.com e 4003.1212

Terças e Quartas às 21h

Ingressos:

R$ 50

Reestreia dia 05 de Julho de 2016

Curta Temporada: até 28 de Setembro

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Projeto Brasil

O mais novo espetáculo da Companhia Brasileira de Teatro traz em cena o resultado de dois anos de pesquisas e trabalho nas cinco regiões brasileiras

Os atores realizam performances criadas a partir da reflexão dos artistas sobre o país. Palavra, performance, teatro e música se misturam.

Em cena, temas como política, igualdade, consumismo exacerbado, economia de mercado, ética, o caráter ou a falta dele e a ânsia por compreender esse mundo cheio de complexidades e a vontade de se comunicar num mundo individualista.

Direção: Marcio Abreu. Elenco: Giovana Soar, Nadja Naira e Rodrigo Bolzan.

Músico: Felipe Storino.

Dramaturgia: Giovana Soar, Marcio Abreu, Nadja Naira, Rodrigo Bolzan.

Trilha e efeitos sonoros: Felipe Storino. Assistência de Direção: Nadja Naira.

Direção de Movimento: Marcia Rubin.

Orientação de texto e consultoria vocal: Babaya.

Iluminação: Nadja Naira e Beto Bruel.

Cenografia: Fernando Marés.

Cenotécnica: Anderson Quinsler.

Figurino: Ticiana Passos.

Direção de Produção e Administração: Cássia Damasceno.

Produção Executiva: Isadora Flores.

Produção e operação técnica: Henrique Linhares.

Transcrições: Henrique Linhares. Revisão de tradução: Kysy Fischer.

Produção local: Zé Maria (Nia Filmes).

A Petrobras é patrocinadora da Companhia Brasileira de Teatro.

Duração: 80 minutos

Local: Sala de Espetáculos I

Venda limitada a quatro ingressos por pessoa

De 16/06 a 17/07.

Quinta a sábado às 21h30. Domingos às 18h30.

Sesc Belenzinho

Rua Padre Adelino, 1.000, Belenzinho SAO PAULO

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Sylvia Plath (Jamaica Plain, Massachusetts, 27 de outubro de 1932 — Primrose Hill, Londres, 11 de fevereiro de 1963) foi uma poetisa, romancista e contista norte-americana.

Reconhecida principalmente por sua obra poética, Sylvia Plath escreveu também um romance semi-autobiográfico, A Redoma de Vidro (“The Bell Jar”), sob o pseudônimo Victoria Lucas, com detalhamentos do histórico de sua luta contra a depressão.

PALAVRAS

Golpes

De machado na madeira,

E os ecos!

Ecos que partem

A galope.

A seiva

Jorra como pranto, como

Água lutando

Para repor seu espelho

Sobre a rocha

Que cai e rola,

Crânio branco

Comido pelas ervas.

Anos depois, na estrada,

Encontro

 

Essas palavras secas e sem rédeas,

Bater de cascos incansável.

Enquanto do fundo do poço, estrelas fixas

Decidem uma vida.

(tradução de Ana Cristina César)

 

ARIEL

Estancamento no escuro

E então o fluir azul e insubstancial

De montanha e distância.

Leoa do Senhor como nos unimos

Eixo de calcanhares e joelhos!… O sulco

Afunda e passa, irmão

Do arco tenso

Do pescoço que não consigo dobrar.

Sementes

De olhos negros lançam escuros

Anzóis…

Negro, doce sangue na boca,

Sombra,

Um outro vôo

Me arrasta pelo ar…

Coxas, pêlos;

Escamas e calcanhares.

Branca

Godiva, descasco

Mãos mortas, asperezas mortas.

E então

Ondulo como trigo, um brilho de mares.

O grito da criança

Escorre pela parede.

E eu

Sou a flexa,

O orvalho que voa,

Suicida, unido com o impulso

Dentro do olho

Vermelho, caldeirão da manhã.

(tradução de Ana Cândida Perez e Ana Cristina César)

 

A CHEGADA DA CAIXA DE ABELHAS

Encomendei esta caixa de madeira

Clara, exata, quase um fardo para carregar.

Eu diria que é um ataúde de um anão ou

De um bebê quadrado

Não fosse o barulho ensurdecedor que dela escapa.

 

Está trancada, é perigosa.

Tenho de passar a noite com ela e

Não consigo me afastar.

Não tem janelas, não posso ver o que há dentro.

Apenas uma pequena grade e nenhuma saída.

Espio pela grade.

Está escuro, escuro.

Enxame de mãos africanas

Mínimas, encolhidas para exportação,

Negro em negro, escalando com fúria.

Como deixá-las sair?

É o barulho que mais me apavora,

As sílabas ininteligíveis.

São como uma turba romana,

Pequenas, insignificantes como indivíduos, mas meu deus, juntas!

 

Escuto esse latim furioso.

Não sou um César.

Simplesmente encomendei uma caixa de maníacos.

Podem ser devolvidos.

Podem morrer, não preciso alimentá-los, sou a dona.

Me pergunto se têm fome.

Me pergunto se me esqueceriam

Se eu abrisse as trancas e me afastasse e virasse árvore.

Há laburnos, colunatas louras,

Anáguas de cerejas.

Poderiam imediatamente ignorar-me.

No meu vestido lunar e véu funerário

Não sou uma fonte de mel.

Por que então recorrer a mim?

Amanhã serei Deus, o generoso – vou libertá-los.

A caixa é apenas temporária.

(tradução de Ana Cândida Perez e Ana Cristina César )

 

40 GRAUS DE FEBRE

Pura? Que vem a ser isso?

As línguas do inferno

São baças, baças como as tríplices

Línguas do apático, gordo Cérbero

Que arqueja junto à entrada. Incapaz

De lamber limpamente

O febril tendão, o pecado, o pecado.

Crepita a chama.

O indelével aroma

De espevitada vela!

Amor, amor, escassa a fumaça

Rola de mim como a echarpe de Isadora, e temo

 

Que uma das bandas venha a prender-se na roda.

A amarela e morosa fumaça

Faz o seu próprio elemento. Não irá alto

Mas rolará em redor do globo

A asfixiar o idoso e o humilde,

O frágil

E delicado bebê no seu berço,

A lívida orquídea

Suspensa do seu jardim suspenso no ar,

Diabólico leopardo!

A radiação faz que ela embranqueça

E a extingue em uma hora.

Engordurar os corpos dos adúlteros

Tal qual as cinzas de Hiroshima e corroê-los.

O pecado. O pecado.

Querido, a noite inteira

Eu passei oscilando, morta, viva, morta, viva.

Os lençóis opressivos como beijos de um devasso.

Três dias. Três noites.

água de limão, canja

Aguada, enjoa-me.

Sou por demais pura para ti ou para alguém.

Teu corpo

Magoa-me como o mundo magoa Deus. Sou uma lanterna —

Minha cabeça uma lua

De papel japonês, minha pele de ouro laminado

Infinitamente delicada e infinitamente dispendiosa.

Não te assombra meu coração. E minha luz.

Eu sou, toda eu, uma enorme camélia

Esbraseada e a ir e vir, em rubros jorros.

 

Creio que vou subir,

Creio que posso ir bem alto —

As contas de metal ardente voam, e eu, amor, eu

 

Sou uma virgem pura

De acetileno

Acompanhada de rosas,

De beijos, de querubins,

Do que venham a ser essas coisas rosadas.

Não tu, nem ele

Não ele, nem ele

(Eu toda a dissolver-me, anágua de puta velha) —

Ao Paraíso.

(tradução de Afonso Félix de Souza)

 

ESPELHO

Sou prata e exato. Eu não prejulgo.

O que vejo engulo de imediato

Tal qual é, sem me embaçar de amor ou desgosto.

Não sou cruel, tão somente veraz —

O olho de um deusinho, de quatro cantos.

O tempo todo reflito sobre a parede em frente.

É rosa, com manchas. Fitei-a tanto

Que a sinto parte de meu coração. Mas vacila.

Faces e escuridão insistem em nos separar.

Agora sou um lago. Uma mulher se inclina para mim,

Buscando em domínios meus o que realmente é.

Mas logo se volta para aqueles farsantes, o lustre e a lua.

Vejo suas costas e as reflito fielmente.

Ela me paga em choro e agitação de mãos.

Sou importante para ela. Ela vai e vem.

A cada manhã sua face reveza com a escuridão.

Em mim afogou uma menina, e em mim uma velha

Salta sobre ela dia após dia como um peixe horrendo.

(tradução de Vinicius Dantas) http://www.culturapara.art.br/

 

Bom final de junho

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