Julho chegou e as dicas culturais da Nanda Rovere também!

13151441_1221731027867395_5234415044127567561_n

Fabiana Cozza apresenta o show Canto Teatral Para Bola de Nieve no Teatro Porto Seguro. Direção Elias Andreato

No show, a cantora, acompanhada pelo pianista Pepe Cisneros, faz uma homenagem ao pianista e compositor cubano Ignacio Jacinto Villa y Férnandez, conhecido como Bola de Nieve (1911-1971).

O repertório é formado por canções de autoria do homenageado, como No Me Compreendes e Canción de La Barca, e de outros compositores, como Maria Greever (Devuelveme Mis Besos).

“É a nossa homenagem a este artista extraordinário que cantou o amor com toda a intensidade que só é permitida aos grandes interpretes. Um cantor com alma feminina que falava das paixões impossíveis, trágicas e sem final feliz. Bola de Nieve era extremamente teatral e para representá-lo ninguém mais apropriado que Fabiana Cozza, uma cantora com formação teatral e uma intérprete absoluta que percorre todos os gêneros musicais e também senhora de uma musicalidade inigualável”, manifesta-se Elias Andreato.

Fabiana tem uma voz potente e uma presença de palco excelente, uma interpretação tocante e que mistura música, teatro e dança.

Serviço:

Fabiana Cozza no show Canto Teatral Para Bola de Nieve

Dia 14 de julho, quinta-feira, às 21h.

Ingressos: R$ 60,00 plateia / R$ 40,00 balcão e frisas.

Classificação: 12 anos.

Duração: 60 minutos.

TEATRO PORTO SEGURO

Al. Barão de Piracicaba, 740 – Campos Elíseos – São Paulo.

Telefone (11) 3226.7300.

Bilheteria:Terça a sábado, das 13h às 21h e domingos, das 12h às 19h.

Capacidade: 508 lugares.

Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto na compra de 1 ingresso + acompanhante.

Formas de pagamento: Todos os cartões de crédito e débito.

Acessibilidade:10 lugares para cadeirantes e 5 cadeiras para obesos.

Estacionamento no local: Estapar R$20,00 (self parking) – Clientes Porto Seguro têm 50% de desconto.

Serviço de Vans: TRANSPORTE GRATUITO ESTAÇÃO LUZ – TEATRO PORTO SEGURO – ESTAÇÃO LUZ. O Teatro Porto Seguro oferece vans gratuitas da Estação Luz até as dependências do Teatro. COMO PEGAR: Na Estação Luz, na saída Rua José Paulino/ Praça da Luz/Pinacoteca, vans personalizadas passam em frente ao local indicado para pegar os espectadores. Para mais informações, contate a equipe do Teatro Porto Seguro.

Happy HourRestaurante Gemma – quartas, quintas e sextas das 17h às 21h.

Vendas: http://www.ingressorapido.com.br

Site: http://www.teatroportoseguro.com.br

Facebook: facebook.com/teatroporto

Instagram: @teatroporto

download

Jacques Lagôa dirige a comédia O Brasil de Cuecas

Na trama, a família Silva e Souza vive em dificuldades. Para reforçar o orçamento, a dona de casa, Isolina Silva e Souza (personagem de Arlete Montenegro), atende como manicure. O marido, Genô (Roberto Arduin,) está desempregado; Coe, o filho do casal (Adriano Arbol), faz bicos diversos.

Para completar, o pai de Isolina, Genival (Jorge Cerruti),  perdeu os movimentos das pernas após sofrer um erro médico e se coça sem parar por causa de uma sarna. A avó, Elizarda (Delurdes de Moraes), está esclerosada e cheia de manias.

Nas vésperas de uma eleição, a família recebe a visita do deputado Dirceu João (Wagner Maciel), corrupto, e que tem como amante Gesuína (Daliléa Ayala), candidata a deputada e sindica do prédio onde mora a família.

Como eles recusam uma proposta dos políticos, acabam levando um golpe. Logo em seguida, no entanto, aparecem provas que revelam atos escusos do deputado e da síndica. É travado um embate entre os Silva e Souza e o casal corrupto, com lugar para barrigas postiças, dólares, transformismo, tiros e sangue.

Segundo o diretor Jacques Lagôa: “O texto do Aziz é atual e representado por um time de primeira linha. Esperamos arrancar boas risadas com esta história”, afirma.

Ficha Técnica:

Texto Aziz Bajur. Direção Jacques Lagôa. Trilha sonora Sérvulo Augusto. Cenário: Chico Spinoza. Figurino: Priscila Palumbo. Elenco Arlete Montenegro, Daliléa Ayala, Delurdes de Moraes, Jorge Cerruti, Roberto Arduin, Wagner Maciel e Adriano Arbol.

Serviço:

O Brasil de Cuecas. Estreia 4 de junho, sábado, 21h. Temporada até 28 de agosto, sábados 21h, e domingos, 19h. Não haverá sessão nos dias 18 e 19 de junho nem nos dias 16 e 17 de julho. Teatro APCD. Rua Voluntários da Pátria, 547, Santana (próximo ao metrô Tietê). Bilheteria: de quarta-feira a sábado, das 15h às 22h; domingo, das 15h às 20h. Aceita todos os cartões de débito e crédito.www.compreingressos.com / Telefone: (11) 2223-2424. Classificação: 14 anos. Duração: 70 minutos. Capacidade: 800 lugares. Ingressos: R$ 60,00 (inteira), R$ 30,00 (meia) e R$ 25,00 (sócios e funcionários APCD/ABCD).

13269255_10209945759301650_4354848778741585399_n

EM BH:

Viagem Rainhas do Orinoco:

EM BELO HORIZONTE 

Data: 16 e 17 de julho
Horário:  Sábado às 21h e domingo às 19h.

Teatro Bradesco

Rua da Bahia, 2244 – Belo Horizonte /MG

http://teatrobradescobh.com.br/programacao/rainhas-do-orinoco/

http://www.compreingressos.com/espetaculos/6581-rainhas-do-orinoco

SINOPSE
Mina (Walderez de Barros) e Fifi (Luciana Carnieli) são duas atrizes de teatro musical que ganham a vida com shows pela América Latina. Viajando em um barco pelo rio Orinoco, cantam e representam seus amores e seus sonhos em uma aventura repleta de lirismo, canções, drama e bom humor.

FICHA TÉCNICA
Texto: Emilio Carballido
Tradução: Hugo de Villavicenzio.
Direção: Gabriel Villela.
Elenco: Walderez de Barros, Luciana Carnieli e Dagoberto Feliz. Figurino: Gabriel Villela
Cenografia: William Pereira.
Arranjos Instrumentais: Dagoberto Feliz.
Direção Musical: Babaya.
Iluminação: Caetano Vilela.
Assistentes de direção: Ivan Andrade e Daniel Mazzarolo.
Produção Executiva: Luiz Alex Tasso.
Direção de Produção: Claudio Fontana.
Produção Local: WB Produções
Patrocínio: Vivo

 

13528744_10208802457993757_2720093824246997589_n

No Rio:

Até que o casamento nos separe

Depois de vinte anos juntos, o casal vivido por Viviane Araújo e Eduardo Martini, Otávio e Maria Eduarda, vivem uma séria crise conjugal. Eles repassam os seus momentos alegres e também os tristes.

São situações comuns a todos os casais, que são contadas com muito humor.

Elenco: Viviane Araújo e Eduardo Martini

Texto: Cris Nicolotti e Eduardo Martini

Direção Geral: Eduardo Martini

Sábados as 21:00 horas no teatro Itália

Preços- R$ 60,00 e R$30,00

Classificação: 12 anos

Duração: 70 minutos

Estreia: 03 de junho

Temporada: De 03 de junho a 31 de julho

Horários: sextas e sábados ás 21 horas e domingos ás 18 horas

Classificação: 14 anos

Duração: 70 minutos

Gênero: Comédia

Capacidade: 432 Lugares

Preços: (Sextas e Domingos) R$ 70,00 (inteira) e R$ 35,00 (meia) e

(Sábados) R$80,00 (inteira) e R$40,00 (meia)

Funcionamento da Bilheteria: De terça a domingo a partir das 15h até a hora do espetáculo

Telefone Bilheteria: 2529.7700

Vendas Online: Ingresso.com

Local: Teatro Leblon – Sala Marília Pêra

Endereço: Rua Conde de Bernadote – 26 – Leblon – RJ

 

Também imperdível:

13606805_1227952137244431_7777503540249415071_n

 

Sinopse:

Uma família comum como tantas outras. Mulheres, com diferentes personalidades, se encontram para um chá, ás 5 horas, na casa da matricarca da família, Dona Campainha. Uma surpresa as aguarda! A chegada da irmã mais temida, a mais rica, a mais chic e a mais amada pela mãe. Dona Campainha, Malva Rosa, Açucena, Margarida, Miosotis, Madressilva, Magnolia, Jasmim e Clematite. Nove homens dão vida à essas personagens incríveis que contarão uma hilária historia de amor e ódio. De vingança e traição. A visão masculina de uma família só de mulheres.

 

Consciência Cósmica

Guimarães Rosa

guimaraes rosa-miniatura-800x600-101456

Já não preciso de rir.

Os dedos longos do medo

largaram minha fronte.

E as vagas do sofrimento me arrastaram

para o centro do remoinho da grande força,

que agora flui, feroz, dentro e fora de mim…

 

Já não tenho medo de escalar os cimos

onde o ar limpo e fino pesa para fora,

e nem deixar escorrer a força dos meus músculos,

e deitar-me na lama, o pensamento opiado…

 

Deixo que o inevitável dance, ao meu redor,

a dança das espadas de todos os momentos.

e deveria rir, se me retasse o riso,

das tormentas que poupam as furnas da minha alma,

dos desastres que erraram o alvo do meu corpo…

João Guimarães Rosa (Magma- Editora Nova Fronteira)

 

Ritmos Selvagens

Guimarães Rosa

Pág-20

 

O pica-pau, vermelho e verde,

paralelo ao tronco

branco de papel de uma mirtácea,

como um poeta , que desde a madrugada

vem fazendo o retoque de seus versos,

martela o bico , na casca da árvore,

o poema dos índios caipós:

 

–“Índios escuros, das terras fechadas,

que ninguém pisou,

dos chapadões a meio caminho dos grandes rios,

broncos e brutos, sem arcos nem flechas,

rompem cabeças de missionários a cacetadas,

fazem tremer, fazem correr as outras tribos,

voam no campo atrás dos cascos dos veados,

matam veados só com pauladas,

caiâmu-poguê-dje –ipô!…”

 

Depois de pendurar num ramo de cajueiro

a casa de cômodos

em cartolina cônica e amarela,

 

Pág-22

os estúrdios marimbondos-de-chapéu

saem dos alvéolos e fermentam no ar,

num remoinho de ferrões e de asas,

zumbindo o hino dos índios das matas:

 

–“Bem escondido entre as ramadas da beira d’água,

como curta e grossa jibóia quieta,

toda enroscada nas penas lindas de uma arara

que devorou,

o nhambiquara, de rosto escuro, zingomas pintados

a jenipapo,

fica dez horas, todo encolhido, de bote armado,

os olhos vivos, o arco pronto, muita paciêcia,

e trinta flechas envenenadas …”

 

O paturi, no alto,

deixa escapar do bico a piaba,

que desce no ar como uma gota

de mercúrio vivo,

e grasna para a lontra, que avança n’água,

em linha reta, como um torpedo,

notícias novas que trouxe do Xingu:

 

Pág-23

–“O bacari, belo e tranquilo,

com o arco vermelho da guarantã,

parece mudo, parece bobo, olhando a água,

e joga a flechada no rio crespo, fisgando o lombo

de um surubi…

E fica triste, e fica bravo, só porque a ponta da flecha

[longa

pegou dois dedos mais pra baixo, no dorso liso do

[peixe de ouro,

que ele nem viu…”

 

Triste tucano, de bico armado,

descompensado , maior que o corpo,

chega voando e toma de assalto

um dos fortins da terra vermelha

que as térmicas vão escalonando pela campina,

e, bem na grimpa do cocoruto,

desprende a queixa dos índios do sul:

 

–“Os índios moles , sujos e tristes,

que não têm redes, que falam manso e dormem no

[chão,

e pulam batendo com as mãos nas pernas

[ensaguentadas

 

pág-24

das ferroadas das muriçocas,

e cantam semanas , tirando a carne dos esqueletos, o

[bacororo,

grandes batoques nos beiços grossos, sempre tremendo,

pobres bororos,

sentem a onça a três quilômetros, na mata espessa,

bem antes da fera os farejar…”

 

E o jacaré crespo, de lombo verde, de papo amarelo,

ensina à arara,

toda azul, de patas pretas , de pálpebras pretas,

que ensina o gavião, que passa no vôo, fino e pedrês,

que ensina a um bando, que vai de mudança, de

[maracanãs,

o canto das índias dos carajás:

 

–“Carajás das praias do Araguaia,

meio vestidas, meio peladas, mal domesticadas,

mulheres roxas, de nariz chato,de pés enormes,

trincando piolho nos dentes brancos,

índias pesadas, quase na hora de dar à luz,

vêm nas pirogas, em troncos bambos, finos , compridos,

com cachos de meninos , curumins vivos, equilibrados,

dependurados,

 

pág 25

e as canoinhas passam ,à flor das águas , como coriscos,

à frente dos ventos, batendo piranhas, vencendo asas e

[pensamentos

Araguaia abaixo, do Caiposinho até conceição…”

 

O dia inteiro, as águas ouviram,

e as matas entenderam,

as vozes que o vento vai levando

para oeste, para longe, para além de Culuene,

onde o sol se apaga , como a fogueira da última taba,

onde os cocares dos buritis pendem imobilizados,

e o rio marulha a canção dos guerreiros

que vão desaparecer…

João Guimarães Rosa (Magma – Editora Nova fronteira)

Guimarães Rosa

 

Luar

De brejo em brejo,

os sapos avisam:

–A lua surgiu!…

 

No alto da noite as estrelinhas piscam,

puxando fios,

e dançam nos fios

cachos de poetas.

 

A lua madura

Rola, desprendida,

por entre os musgos

das nuvens brancas…

Quem a colheu,

quem a arrancou

do caule longo

da Via-Láctea?…

 

Desliza solta…

 

Se lhe estenderes

tuas mãos brancas,

ela cairá…

João Guimarães Rosa (Magma-Editora Nova Fronteira)

http://www.jornaldepoesia.jor.br/

 

João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo (MG) a 27 de junho de 1908 e era o primeiro dos seis filhos de D. Francisca (Chiquitinha) Guimarães Rosa e de Florduardo Pinto Rosa, mais conhecido por “seu Fulô” comerciante, juiz-de-paz, caçador de onças e contador de estórias.

O romance “Grandes Sertões: Veredas” é sua obra prima. Fez parte do 3º Tempo do Modernismo, caracterizado pelo rompimento com as técnicas tradicionais do romance.

Obras de Guimarães Rosa

Sagarana, contos, 1946

Corpo de Baile, novela, 1956

Grandes Sertões: Veredas, romance, 1956

Primeiras Estórias, contos, 1962

Tataméia, contos, 1967

Estas Estórias, contos, 1969 (Obra póstuma)

Ave, Palavra, 1970 (Obra póstuma)

Magma, contos, 1997 (Obra póstuma)

Fonte:

http://www.e-biografias.net/guimaraes_rosa/

http://www.academia.org.br/academicos/joao-guimaraes-rosa/biografia

 

Abraço e boa diversão!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s