Dicas culturais da Nanda Rovere

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Os Dois e Aquele Muro tem direção de Francisco Medeiros e faz temporada no Espaço dos Fofos até início de agosto

No palco, os atores Plínio Soares e Luciano Gatti são dois homens solitários que se encontram e estabelecem entre si um perigoso e instigante jogo de poder e sedução.

O encontro entre os personagens é estruturado a partir da força da palavra e das ações físicas, numa mistura de drama, comédia, suspense.

Para o diretor Francisco Medeiros, ¨o texto é uma profunda disputa entre dois homens, uma guerra onde a sedução é a maior arma¨.

Medeiros também salienta que, assim como acontece na peça, na vida real ¨ o encontro entre duas pessoas no mundo de hoje ocorre com muita frequência no território da disputa de poder. ¨É cada vez mais comum vermos que nós, da espécie humana, buscamos o sentido do encontro na necessidade de submeter, subjugar, vencer: uma guerra, um jogo implacável, em que há quase sempre só duas opções: viver ou morrer, ganhar ou perder”.

Ficha Técnica:

Texto: Ed Anderson.

Direção: Francisco Medeiros.

Elenco: Luciano Gatti e Plínio Soares.

Assistência de direção e trilha sonora: Aline Meyer.

Cenografia: Heron Medeiros.

Figurinos: Marichilene Artisevskis.

Iluminação: Domingos Quintiliano.

Preparação corporal: Bruna Longo.

Direção de produção: Maurício Inafre.

Produção executiva: Ana Elisa Mattos.

Assistência de Produção: Murilo Carvalho.

Serviço:

Estreia: 13 de junho

Duração: 60 minutos

Classificação: 16 anos

Espaço dos Fofos – Rua Adoniran Barbosa, 151, Bela Vista – SP – CEP: 01318-020. Fone: (11) 3101.6640

Capacidade: 80 lugares.

Ingressos: R$ 30,00 / R$ 15,00.

Cartões: aceita todos os cartões.

Meia entrada: para estudantes, professores da rede pública, maiores de 60 anos e classe teatral.

Grátis para professores e alunos da rede municipal de ensino.

Acessibilidade.

Temporada: segundas, terças e quartas às 21h

Até 3 de agosto

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Em Ribeirão Preto

Rainhas do Orinoco

Sinopse:

Mina (Walderez de Barros) e Fifi (Luciana Carnieli) são duas atrizes de teatro musical que ganham a vida com shows pela América Latina. Viajando em um barco pelo rio Orinoco, cantam e representam seus amores e seus sonhos em uma aventura repleta de lirismo, canções, drama e bom humor. Participação especiais de Dagoberto Feliz, ator, músico, diretor musical. Comédia do mexicano Emilio Carballido.

Direção de Gabriel Villela.

 

E vem aí Peer Gynt, direção Gabriel Villela. Super elenco e uma super equipe. TEATRO POPULAR DO SESI/SP.
Produção do Claudio Fontana, que no mesmo mês (setembro) estreia Esperando Godot, como ator.

Figurinos lindos, né?

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
FIESP.COM.BR

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No Rio:

O Teatro O Tablado comemora 65 anos com o espetáculo Tão tão, de Pedro Kosovski,  recente ganhador dos Prêmios Shell, CESGRANRIO e APTR de Melhor Autor de 2015, com o espetáculo Caranguejo Overdrive.

O conhecido Tablado, escola carioca que formou inúmeros artistas (vários famosos) encena pela primeira vez um espetáculo infantil de outro autor que não sua fundadora Maria Clara Machado.

Com direção de Cacá Mourthé, a peça é inspirada no mito de Narciso. Conta a história de um menino, que atraído pelo mundo mágico do seu espelho, vai parar lá dentro com sua amiga Tina e tem que enfrentar Narciso para voltar ao mundo real.

“Uma das coisas que me mobilizou neste trabalho foi a relação com a imaginação da criança, nesse mundo já com tanta imagem. O espelho é meio Iphone, meio Ipad, esse espelho que não reflete a gente, mas abre essas mil janelas. Estou com filho pequeno, e fico pensando como é esse mundo da imaginação, da ilusão, que é tão importante para a infância, como esse lugar ainda fica vivo dentro dessa avalanche de imagens.”, questiona Pedro.

Teatro O Tablado – Av. Lineu de Paula Machado, 795 – Lagoa HORÁRIOS: sábado e domingo, às 17h / INGRESSOS: R$40,00 e R$20,00 (meia entrada) / DURAÇÃO: 55 min / CAPACIDADE:  147 espectadores / Horário funcionamento bilheteria: sábados e domingos, das 15h às 17h30 / VENDAS ANTECIPADAS: http://www.ingresso.com / CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: livre e recomendada para a partir de 03 anos / TEMPORADA: até 27 de novembro

Ficha Técnica:

Texto: Pedro Kosovski

Direção: Cacá Mourthé

Elenco / Personagens

Rodrigo Trindade: Tãotão

Julia Stockler: Tina

Saulo Arcoverde: Narciso

João Sant’Anna: Hiper Eu

Manuela Llerena: Ela Eu

Joana Castro: Eu Bebê

Victor Mello: Eu Ideal

Vinicius Maia: Não Eu

Letícia Spiller: voz em off, mãe de Tãotão.

Músicos

Leonardo Valor – teclado

Vicente Barroso – bateria

Enzo Mastrangelo – guitarra

Vinícius Nesi – baixo

Vitor Niskier – bateria (sub)

Pablo Paleólogo – teclado (sub)

Cenário, Figurino e Concepção de Adereços: Lidia Kosovski

Músicas Originais: Felipe Storino

Letras: Pedro Kosovski

Direção Musical: Pedro Nêgo

Efeitos Sonoros: André Chalhoub

Coreografias e Limpeza de Movimento: Bruno Cezario

Iluminação: Felipe Lourenço

Preparação Vocal: Isadora Medella

Adereços de Cenografia, Layout e Confecção de Molduras Barrocas: Derô Martin e Alexandre Guimarães

Visagismo: Mona Magalhães

Fotos: Jackeline Nigri

Design: Maurício Grecco e Lygia Santiago

Direção de Produção: Fernando do Val

Assessoria de Imprensa: JSPontes Comunicação – João Pontes e Stella Stephanny

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Filmes que representam o melhor da produção francesa e participaram do Festival Varilux de Cinema Francês 2016: 

Fonte: Assessoria de imprensa da Maré Filmes:

 

MARGUERITE

França – República Checa – Bélgica | 2015 | 129 min. | Drama

Título Original: Marguerite

Direção: Xavier Giannoli

Roteiro: Xavier Giannoli, Marcia Romano

Elenco: Catherine Frot, André Marcon, Michel Fau

Distribuição: Mares Filmes

Sinopse: Nos anos 1920, em Paris, Marguerite Dumont é uma mulher rica, apaixonada por música e ópera. Marguerite é muito desafinada, mas seu marido e seus amigos mais próximos sempre mantiveram suas ilusões. Ela acredita que canta muito bem. O problema é que Marguerite quer cantar na Ópera Nacional de Paris e nem desconfia que a sua apresentação certamente será um fiasco.

ESTREIA NOS CINEMAS

30 DE JUNHO DE 2016

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AGNUS DEI

França – Polônia | 2016 | 115 min. | Drama

Título Original: Les Innocentes

Direção: Anne Fontaine

Roteiro: Anne Fontaine, Pascal Bonitzer, Sabrina B. Karine, Alice Vial

Elenco: Joanna Kulig, Agata Buzek, Lou de Laâge

Distribuição: Mares Filmes

Sinopse: Em 1945, na Polônia, Mathilde Beaulieu, uma jovem médica da Cruz Vermelha, encarregada de tratar sobreviventes franceses antes de serem repatriados, é chamada para socorrer uma freira polonesa.

ESTREIA NOS CINEMAS

28 DE JULHO DE 2016

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A VIAGEM DE MEU PAI (Título no Festival: FLÓRIDA)

França | 2015 | 110 min. | Comédia

Título Original: Floride

Direção: Philippe Le Guay

Roteiro: Philippe Le Guay, Jérôme Tonnerre, Florian Zeller

Elenco: Jean Rochefort, Sandrine Kiberlain, Laurent Lucas

Distribuição: Mares Filmes

Sinopse: Aos 80 anos, Claude Lherminier (Jean Rochefort) tem frequentes ataques de esquecimento, mas ainda é imponente. Carole (Sandrine Kiberlain), sua filha mais velha, trava uma batalha diária e desgastante para cuidar do pai porque ele não admite as suas limitações. Claude decide viajar até a Flórida, deixando no ar qual seria o motivo dessa viagem.

ESTREIA NOS CINEMAS

11 DE AGOSTO DE 2016

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LOLO: O FILHO DA MINHA NAMORADA

França | 2015 | 99 min. | Comédia

Título Original: Lolo

Direção: Julie Delpy

Roteiro: Julie Delpy, Eugénie Grandval

Elenco: Julie Delpy, Dany Boon, Vincent Lacoste

Distribuição: Mares Filmes

Sinopse: De férias no sul da França, Violette, sofisticada parisiense quarentona que trabalha no mundo da moda, encontra Jean-René, um modesto técnico de informática recém-divorciado. Contra todas as probabilidades, acontece uma química de verdade entre eles, mas terão que enfrentar muitas barreiras para a consolidação de um relacionamento duradouro.

ESTREIA NOS CINEMAS

25 DE AGOSTO DE 2016

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MEU REI

França | 2015 | 125 min. | Drama – Romance

Título Original: Mon Roi

Direção: Maïwenn

Roteiro: Maïwenn, Etienne Comar

Elenco: Vincent Cassel, Emmanuelle Bercot, Louis Garrel

Distribuição: Mares Filmes

Sinopse: Depois de um grave ferimento no joelho, Marie Antoinette Jézéquel, conhecida como Tony, se muda para o sudoeste da França para realizar um longo tratamento capaz de ajudá-la a caminhar normalmente. Além desse problema, ela sofre com o marido violento.

ESTREIA NOS CINEMAS

22 DE SETEMBRO DE 2016

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UM DOCE REFÚGIO

França | 2015 | 105 min. | Comédia

Título Original: Comme un Avion

Direção: Bruno Podalydès

Roteiro: Bruno Podalydès

Elenco: Bruno Podalydès, Sandrine Kiberlain, Agnès Jaoui

Distribuição: Mares Filmes

Sinopse: O artista gráfico Michel (Bruno Podalydès) sempre foi fascinado pelo serviço postal aéreo francês, embora nunca tenha pilotado um avião.

Ele acaba comprando um caiaque, pois vê semelhança nesse barco com o avião e recebe o apoio da sua esposa para realizar o seu sonho de pilotá-lo.

ESTREIA NOS CINEMAS

06 DE OUTUBRO DE 2016

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Carta de Paris

Ana Cristina Cesar

Eu penso em você, minha filha. Aqui lágrimas fracas, dores mínimas, chuvas outonais apenas esboçando a majestade de um choro de viúva, águas mentirosas fecundando campos de melancolia,

Tudo isso de repente iluminou minha memória quando cruzei a ponte sobre o Sena. A velha Paris já terminou. As cidades mudam mas meu coração está perdido, e é apenas em delírio que vejo

campos de batalha, museus abandonados, barricadas, avenida ocupada por bandeiras, muros com a palavra, palavras de ordem desgarradas; apenas em delírio vejo

Anaïs de capa negra bebendo como Henry no café, Jean à la garçonne cruzando com Jean Paul nos Elysées, Gene dançando à meia luz com Leslie fazendo de francesa, e Charles que flana e desespera e volta para casa com frio da manhã e pensa na Força de trabalho que desperta,

na fuga da gaiola, na sede no deserto, na dor que toma conta, lama dura, pó, poeira, calor inesperado na cidade, garganta ressecada,

talvez bichos que falam, ou exilados com sede que num instante esquecem que esqueceram e escapam do mito estranho e fatal da terra amada, onde há tempestades, e olham de viés

o céu gelado, e passam sem reproches, ainda sem poderem dizer que voltar é impreciso, desejo inacabado, ficar, deixar, cruzar a ponte sobre o rio.

II

Paris muda! mas minha melancolia não se move. Beaubourg, Forum des Halles, metrô profundo, ponte impossível sobre o rio, tudo vira alegoria: minha paixão pesa como pedra.

Diante da catedral vazia a dor de sempre me alimenta. Penso no meu Charles, com seus gestos loucos e nos profissionais do não retorno, que desejam Paris sublime para sempre, sem trégua, e penso em você,

minha filha viúva para sempre, prostituta, travesti, bagagem do disk jockey que te acorda no meio da manhã, e não paga adiantado, e desperta teus sonhos de noiva protegida, e penso em você,

amante sedutora, mãe de todos nós perdidos em Paris, atravessando pontes, espalhando o medo de voltar para as luzes trêmulas dos trópicos, o fim dos sonhos deste exílio, as aves que aqui gorjeiam, e penso enfim, do nevoeiro,

em alguém que perdeu o jogo para sempre, e para sempre procura as tetas da Dor que amamenta a nossa fome e embala a orfandade esquecida nesta ilha, neste parque

onde me perco e me exilo na memória; e penso em Paris que enfim me rende, na bandeira branca desfraldada, navegantes esquecidos numa balsa, cativos, vencidos, afogados… e em outros mais ainda!

 

Samba-canção

Ana Cristina Cesar

Tantos poemas que perdi.
Tantos que ouvi, de graça,
pelo telefone – taí,
eu fiz tudo pra você gostar,
fui mulher vulgar,
meia-bruxa, meia-fera,
risinho modernista
arranhando na garganta,
malandra, bicha,
bem viada, vândala,
talvez maquiavélica,
e um dia emburrei-me,
vali-me de mesuras
(era comércio, avara,
embora um pouco burra,
porque inteligente me punha
logo rubra, ou ao contrário, cara
pálida que desconhece
o próprio cor-de-rosa,
e tantas fiz, talvez
querendo a glória, a outra
cena à luz de spots,
talvez apenas teu carinho,
mas tantas, tantas fiz…

A teus pés, Global Brasiliense, 1993 – S.Paulo, Brasil

 

NADA DISFARÇA O APURO DO AMOR

Ana Cristina Cesar

 

Um carro em ré. Memória de água em movimento. Beijo.

Gosto particular da tua boca. Último trem subindo ao

céu.

Aguço o ouvido.

Os aparelhos que só fazem som ocupam o lugar

clandestino da felicidade.

Preciso me atar ao velame com as próprias mãos.

Sirgar.

Daqui ao fundo do horto florestal ouço coisas que

nunca ouvi, pássaros que gemem.

In Inéditos e Dispersos, 1985

 

UM BEIJO

Ana Cristina Cesar

 

que tivesse um blue.

isto é

imitasse feliz

a delicadeza, a sua,

assim como um tropeço

que mergulha surdamente

no reino expresso

do prazer

Espio sem um ai

as evoluções do teu confronto

à minha sombra

desde a escolha

debruçada no menu;

um peixe grelhado

um namorado

uma água

sem gás

de decolagem:

leitor ensurdecido

talvez embevecido

“ao sucesso”

diria meu censor

“à escuta”

diria meu amor

sempre em blue

mas era um blue

feliz

indagando só

“what’s new”

uma questão

matriz

desenhada a giz

entre um beijo

e a renúncia intuída

de outro beijo.

In  A Teus Pés, 1998

2a. Edição

 

Ana Cristina Cesar,

AUTORA HOMENAGEADA DA FLIP 2016

ou Ana C., como era conhecida, nasceu em 1952 no Rio de Janeiro. Após 1968, passou um ano em Londres, fez algumas viagens pelos arredores e, na volta, deu aulas, traduziu, fez letras, escreveu para revistas e jornais alternativos, e saiu na antologia “26 Poetas Hoje“, de Heloísa Buarque. Publicou, pela Funarte, pesquisa sobre literatura e cinema, fez mestrado em comunicação, lançou seus primeiros livros em edições independentes: “Cenas de Abril” e “Correspondência Completa“. Dez anos depois voltou à Inglaterra, graduou-se em tradução literária, escreveu muitas cartas e editou “Luvas de Pelica“. Trabalhou em jornalismo, televisão e escreveu “A Teus Pés“, Editora Ática – São Paulo, 1998. Suicidou-se no dia 29 de outubro de 1983.

http://www.releituras.com/

 

Um abraço da Nanda Rovere

Visitem o meu site:

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http://www.deolhonacena.com.br

Página no Face:

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Da página do Face da peça Esperando Godot

https://www.facebook.com/Esperando-GODOT-452157911635379/?fref=ts

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