Agosto chegou com as dicas culturais da Nanda Rovere

13694683_659318750889017_1251520085_nVem aí “O Grande Sucesso”, no Teatro Vivo, em São Paulo!   

Teatro e música se misturam nesse espetáculo com o ator curitibano Alexandre Nero, que volta ao palco como ator após 9 anos de ausência.

A trama gira em torno da busca doentia pela fama através da trajetória de uma banda.

A estreia é dia 12 de agosto.

Nero participa do roteiro, direção, trilha original e direção musical, Nero está em cena com artistas curitibanos.

Uma ótima oportunidade para quem não conhece o trabalho do músico e ator no teatro, vê-lo nos palcos.

A peça integra o Programa Vivo EnCena, da Plataforma Vivo Transforma.

Para saber mais detalhes:

http://www.deolhonacena.com.br/index.php?pg=3a3b&sub=124#linha

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Gente, é maravilhoso! Quem não viu, olha aí uma excelente oportunidade!
Curtíssima temporada do espetáculo “SUA INCELENÇA, RICARDO III” (direção de Gabriel Villela).

Não perca essa chance de assistir um dos espetáculos mais aclamados do grupo. É GRATUITO!

DIAS 06 E 07 DE AGOSTO na Praça do Teatro Municipal Flávio Império – Rua Prof. Alves Pedroso – Cangaíba, São Paulo!

*O espetáculo foi seleciondo no edital Circuito Funarte Cena Pública – Olimpíadas 2016.

Também haverá apresentações em BH:
Agenda no http://www.clowns.com.br/
*O espetáculo foi selecionado no edital Circuito Funarte Cena Pública – Olimpíadas 2016.
Sinopse

A partir do clássico de William Shakespeare, o espectáculo ocupa o espaço público transformado-o em picadeiro do circo, com palhaços mambembes e carroças ciganas, criando, assim, um diálogo entre o sertão brasileiro e a Inglaterra isabelina. A pesquisa musical recupera as “incelências”, género tipicamente nordestino ligado a costumes fúnebres daquela região, bem adequado à história de Ricardo III, repleta de mortes e traições.

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RAINHAS DO ORINOCO, DIREÇÃO GABRIEL VILLELA, NO THEATRO SÃO PEDRO, DIAS 6 e 7 DE AGOSTO !!!

Sinopse:

Mina (Walderez de Barros) e Fifi (Luciana Carnieli) são duas atrizes de teatro musical que ganham a vida com shows pela América Latina. Viajando em um barco pelo rio Orinoco, cantam e representam seus amores e seus sonhos em uma aventura repleta de lirismo, canções, drama e bom humor. A comédia do mexicano Emilio Carballido estreia em Porto Alegre pelo projeto Vivo EnCena no dia 06 de Agosto, sabado, às 20:00hs, no Teatro São Pedro.

A encenação foi construída a partir da estética do circo–teatro, tal qual ele existiu no Brasil até meados dos anos 60, que teve seu auge com Vicente Clestino, Gilda de Abreu, Tonico e Tinoco, José Fortuna, Circo Arethusa, Dercy Gonçalves, Grande Otelo, Oscarito, com os grandes circos e grandes melodramas. “Este espetáculo é o irmão ingênuo, formoso, brincalhão da minha montagem de Vem Buscar-me Que Ainda Sou Teu, de Soffredini, em 1990, e que foi um momento em que a arte popular acabou nos dando a matéria prima para a configuração de um teatro mais brasileiro, do interior do Brasil profundo. Carballido teve a sabedoria de fazer uma grande comédia. A peça é um depoimento humanista de alguém que enxerga através da comédia e do melodrama a existência de dois seres humanos desprotegidos na carne e nos grotões da America Latina. Colocamos em cena esse texto usando a linguagem estética do circo-teatro”, comenta o diretor Gabriel Villela.

Classificação: 14 anos.

Ponto de Venda Sem Taxa de Conveniência: Bilheteria do Theatro São Pedro

Endereço: Praça Marechal Deodoro, s/n° – Centro Histórico – Bairro: Centro – Porto alegre – RS

Horário de Funcionamento: Dias úteis das 13h até o horário de início do espetáculo. Quando não há espetáculo, das 13h às 18h30. Sábados e domingos das 15h até o horário de início do espetáculo.

Formas de Pagamento: Dinheiro, Cartões de Crédito (1x) e Débito.

Lotação do teatro: 623 lugares

Para comprar pela internet e mais informações:

https://www.ingressorapido.com.br/compras/?id=50505&utm_source=facebook&utm_medium=cpc&utm_campaign=bl_dpa_web#!/tickets

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No Rio de Janeiro

Ainda dá tempo de conferir o excelente Gilberto Gil, Aquele Abraço – O Musical O Poeta, A Canção e o Tempo

Quando o espetáculo estava em cartaz em São Paulo, no Teatro Procópio Ferreira, escrevi um texto crítico:

TEATRO

Críticas – Teatro Adulto

http://www.deolhonacena.com.br/index.php?pg=3a1b&sub=23#linha

Gilberto Gil, Aquele Abraço – O Musical

Publicado em 4//04/2016, 10:00

A tríade o poeta, a canção e o tempo é que conduz o musical. Cinquenta anos de uma carreira de sucesso e com composições que fazem um retrato multifacetado da sociedade, com suas alegrias, mazelas, sonhos, desejos, amores, conquistas e superações.

As composições de Gil guiam o conteúdo das cenas: são 11 blocos temáticos que falam sobre o movimento tropicalista, sertão, negritude, ditadura, amor, religiosidade, tecnologia, futurismo.

O tempo passa e as suas composições continuam atuais. O tempo de suas músicas é o da delicadeza, que alimenta a alma e o coração, mas também promove reflexões sobre o que nos cerca.

O objetivo não é contar uma história biográfica e sim transmitir ao público a essência de suas criações e assim pontuar a carreira musical do cantor e compositor, recheada de pérolas.

A ¨vida e a morte” pulsam em todo espetáculo. Vida que é sinônimo de música e morte que não só o ¨deixar de existir, mas a morte ¨na vida, no sol, no ar¨, como diz a canção Não Tenho Medo da Morte.

O objetivo do diretor Gustavo Gasparani é mostrar a poesia das composições de Gil. Conseguiu alcançar essa ideia com louvor com a ajuda de uma direção musical que potencializa no palco a genialidade de Gil (através do talento do elenco para o canto e para a execução dos instrumentos).

Os atores falam sobre a influência da obra do compositor em sua carreira e vida pessoal. Uma ideia que traz ao espetáculo mais emoção e mostra o quanto as criações de Gil são importantes para a história de nossa cultura.

Formam o elenco oito excelentes atores/músicos, que interpretam 55 sucessos de Gil e tocam diferentes tipos de instrumentos em cena.

As letras de várias músicas também são faladas pelos atores, reforçando o caráter poético da encenação.

O canto ecoa pelo teatro e contribui para que a poesia de Gil guie as cenas. Impressionante como o elenco tem energia e talento para aguentar mais de duas horas de espetáculo.

Energia que brota da voz, do corpo e dos vários instrumentos, já que todos são multi-instrumentistas em cena, mas nem todos são músicos profissionais, entretanto, dominam com competência a execução das músicas).

O musical salienta também o caráter tecnológico de obras de Gil, que pode ser visto em diversas composições, entre elas, Pela Internet. Além disso, trabalha com o tema do desenvolvimento eletrônico em Lunik, Cérebro Eletrônico, Vitrines, Futurível, Parabolicamará, Expresso 2222, Banda Larga Cordel e Máquina de Ritmo. Nem todas estão no musical, mas num certo momento o caráter tecnológico e visionário de Gil está presente.

O cenário valoriza a brasilidade do grande ícone de nossa MPB e conta com projeções em vídeo que contribuem para ambientar os blocos com destaque para as imagens do artista e foto .

O figurino mistura informações dos anos 60 e 70, com modernidade, evidenciando a personalidade despojada de Gil, com destaque para o Tropicalismo quando incorporou o visual hippie.

Gilberto Gil, Aquele Abraço – O Musical é a valorização do passado (com as suas criações), o presente (cinquenta anos de carreira e a agenda lotadas de shows ao lado de Caetano Veloso – turnê Dois amigos, Um século de música – e o futuro, que vislumbra muita produtividade desse cantor/compositor/poeta/filósofo, um senhor de 75 anos de vida e 50 anos de carreira artística que honra a nossa MPB.

Blocos temáticos

1) Abertura – O compositor me disse

2) Impressões à beira do cais

3) E o mar virou sertão

4) Os anos de chumbo e a Tropicália

5) A paz invadiu o meu coração

6) Negritude e fé – Refavela

7) Negritude e fé – o canto dos orixás

8) A raça humana – dois mil e Gil: uma odisseia no espaço

9) O poeta, a canção e o tempo

10) Refestança – Gil de todos os ritmos

11) A lata do poeta – metáfora

Serviço:

Duração: 105 min

Capacidade: 636 lugares

Preços dos Ingressos: Setor 1 – R$120,00; Setor 2 – R$50,00. Vendas pela bilheteria do teatro ou no site http://www.ingressorapido.com.br. Mais informações no telefone (11) 3083-4475.

Classificação: 12 anos

Ficha Técnica:

Autoria e Direção Geral: Gustavo Gasparani

Produção Geral: Sandro Chaim

Direção Musical e Arranjos: Nando Duarte

Direção de Movimento e Coreografia: Renato Vieira

Cenografia: Helio Eichbauer

Figurino: Marcelo Olinto

Iluminação: Paulo Cesar Medeiros

Videografismo: Thiago Stauffer / Studio Prime

Preparação e Arranjos Vocais: Maurício Detoni

Assistente de Direção: Pedro Rothe

Cenógrafa Assistente e Produtora de Cenografia: Marieta Spada

Assistente de Coreografia: Marluce Medeiros

Figurinista assistente e Produtor de Figurino: Almir França

Visagismo: Marcio Mello

Assistente de Iluminação: Darihel de Souza

Cenotécnico: André Salles

Direção de Produção: Giba Ka

Gerente de Produção: Paula Rollo

Produção Executiva: Felipe Argollo

Assistente de Produção: Débora Rocha

Assessoria de Imprensa: Ju Mattoni Comunicação

Elenco: Alan Rocha, Cristiano Gualda, Daniel Carneiro, Gabriel Manita, Jonas Hammar, Luiz Nicolau, Pedro Lima, Rodrigo Lima

Produtores Associados: Sandro Chaim e Rose Dalney

Apresentado por: Ministério da Cultura, Governo de São Paulo e Secretaria da Cultura

Lei de Incentivo à Cultura, Proac SP

Patrocínio: Sulamérica, Sem Parar e Atlas Schindler

Apoio: Aberflex, Cia Tech, JSL

Transportadora Oficial: Avianca

Promoção: Globo

Realização: Miniatura 9, Chaim Produções, Governo de São Paulo, Ministério da Cultura e Governo Federal Pátria Educadora

https://www.facebook.com/GilbertoGilAqueleAbraco/?fref=ts

Gênero: Musical

Horário: Quintas, Sextas e Sábados às 21h e Domingo ás 20h

Temporada até 14 de Agosto de 2016

Classificação: 12 anos

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Centro Cultural de Rio Claro/SP tem agora Estúdio Público e o Centro de Memória da Imagem e do Som

Inaugurado em 16 de junho, por uma emenda parlamentar do ex-deputado federal Newton Lima, o objetivo é realizar a gravação da memória musical dos grupos de música da cidade.

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O estúdio será utilizado também para gravação de depoimentos do Portal Memória Viva, do Arquivo Público e Histórico de Rio Claro.

É um espaço para exposições e pesquisa sobre a história musical e imagética do município

Também foi lançado o livro Patrimônio Edificado, registro dos imóveis antigos que estão preservados em Rio Claro.

Centro Cultural Roberto Palmari

No Centro Cultural funciona o TEATRO PROFA. FELÍCIA ALEM ALAM com capacidade para 470 pessoas, uma biblioteca e sala de cinema com 80 lugares. Tem ainda salas de exposições e o Acessa São Paulo onde são oferecidos serviços gratuitos de internet.

O prédio fica no Parque dos Imigrantes Italianos que abriga também um amplo lago natural com pedalinhos, área verde, quadras esportivas e pista para caminhadas.

http://www.visiterioclaro.com.br/

Rua 2, nº 2880, na Vila Operária. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (19) 3522-1948 e 3522-8000.

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Eduardo Galeano

-“Habitamos um mundo que trata melhor os mortos que os vivos. Os vivos somos perguntadores, e somos respondões, e temos outros graves defeitos imperdoáveis para um sistema que acredita que a morte, como o dinheiro, melhora as pessoas”

-“O trabalho não vale nada, não há dinheiro que chegue, se faz o dobro em troca da metade. O que produzem nossos países? Braços baratos. A realidade se torna uma piada de humor negro: “É preciso apertar o cinto”. “Não posso. Comi ontem”

-A liberdade do dinheiro exige trabalhadores presos no cárcere do medo”

-“Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.”

-“Na luta do bem contra o mal, é sempre o povo que morre”

-“Quando as palavras não são tão dignas quanto o silêncio, é melhor calar e esperar.”

-“A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhece-la.”

-“Somos porque ganhamos. Se perdemos, deixamos de ser.”

-“A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo.

-Não passo de um mendigo do futebol, ando pelo mundo de chapéu na mão, e nos estádios suplico: – Uma linda jogada pelo amor de Deus! E quando acontece o bom futebol, agradeço o milagre – sem me importar com o clube ou o país que o oferece.

-Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.”

-“O corpo não é uma máquina como nos diz a ciência. Nem uma culpa como nos fez crer a religião. O corpo é uma festa.”

– “Não consigo dormir. Tenho uma mulher atravessada entre minhas pálpebras. Se pudesse, diria a ela que fosse embora; mas tenho uma mulher atravessada na garganta.”

“Quando as palavras não são tão dignas quanto o silêncio, é melhor calar e esperar.”

-“A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo.”

-“A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la.”

-“A liberdade de eleições permite que você escolha o molho com o qual será devorado.”

“Vivemos em plena cultura da aparência: o contrato de casamento importa mais que o amor, o funeral mais que o morto, as roupas mais do que o corpo e a missa mais do que Deus.”

-“São muitos os cidadãos que perdem a opinião por falta de uso.”

-“Devemos tomar consciência que os direitos da natureza e os direitos humanos, são dois nomes da mesma dignidade. E qualquer contradição é artificial.”

-O corpo não é uma máquina como nos diz a ciência. Nem uma culpa como nos fez crer a religião. O corpo é uma festa. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.

-Os habitantes dos bairros suburbanos vão ao center, ao shopping center, como antes iam até o centro. O tradicional passeio do fim-de-semana até o centro da cidade tende a ser substituído pela excursão até esses centros urbanos. De banho tomado, arrumados e penteados, vestidos com suas melhores galas, os visitantes vêm para uma festa à qual não foram convidados, mas podem olhar tudo.

-Não consigo dormir.

Tenho uma mulher atravessada entre minhas pálpebras.

Se pudesse, diria a ela que fosse embora; mas tenho uma mulher atravessada na garganta.

-Há aqueles que crêem que o destino descansa nos joelhos dos deuses, mas a verdade é que trabalha, como um desafio candente, sobre as consciências dos homens.

-Quando as palavras não são tão dignas quanto o silêncio, é melhor calar e esperar. Minhas certezas se alimentam de dúvidas.

E há dias em que me sinto estrangeiro em Montevidéu como seria em qualquer lugar do mundo. E, nestes dias, dias sem sol, noites sem lua, nenhum lugar é meu lugar…

…e não consigo me reconhecer em nada nem em ninguém.´

-Não importa de onde vim, mas, sim, aonde quero chegar.

-Somos porque ganhamos. Se perdemos, deixamos de ser.

-A primeira condição para modificar a realidade consiste em conhecê-la.

-A história é um profeta com o olhar voltado para trás: pelo que foi, e contra o que foi, anuncia o que será.

http://www.correiobraziliense.com.br/

brasil.elpais.com

Sobre Eduardo Galeano

Eduardo Hughes Galeano foi um jornalista e escritor uruguaio.

É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História.

Nascimento: 3 de setembro de 1940, Montevidéu, Uruguai

Falecimento: 13 de abril de 2015, Montevidéu, Uruguai

Obras: As Veias Abertas da América Latina, O Livro dos Abraços

Ícone da esquerda latina nos anos 1970, Eduardo Galeano  é sempre uma citação constante quando o assunto é política e futebol.

Abraço da Nanda!

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