Chegaram as Dicas culturais da Nanda Rovere

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Nós, do Grupo Galpão

Impactante, provocador, um mergulho intenso do Galpão que merece muitos aplausos!

Para quem ainda não leu as minhas observações:

Já compartilhei várias opiniões e Cacá Carvalho fez uma observação muito interessante no dia da estreia: o importante não é gostar. O que importa é a experiência de ver mais um trabalho de entrega do Galpão. Um trabalho que provoca sensações, emoções, reflexões… ele disse mais ou menos isso! Concordo plenamente! Ah Cacá os dirigiu no espetáculo Partido.

Nós é um espetáculo que prova o quanto esse grupo é especial. Uma direção provocativa e muito oportuna de Marcio Abreu, que em seus espetáculos nos faz pensar sobre a nossa política, sobre o nosso cotidiano, sobre a nossa existência num mundo individualista,

Para saber mais:

http://www.deolhonacena.com.br/index.php?pg=3a1b&sub=48#linha

Fotos da estreia em Sâo Paulo:

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10211010400238863.1073741851.1320367778&type=1&l=f328bb4cf0

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A Dama da Noite lembra os 20 anos da morte do autor Caio Fernando Abreu, com o ator André Grecco no palco e Kiko Rieser assinando a direção.

O espetáculo  foi criado a partir do conto homônimo do autor. A personagem-título beira a meia idade e trava uma conversa casual com um jovem garoto em um bar. Expõe a sua perspectiva de mundo, suas experiências, anseios e frustrações.

O conto, escrito em 1984, faz reflexões sobre a morte e a espera de um grande e verdadeiro amor. A personagem se vê à margem do mundo que a rodeia, já que ela vive um estranhamento de gênero e se apresenta como um homem, mas fala sobre si no feminino.

Ficha Técnica:

Texto: Caio Fernando Abreu

Direção: Kiko Rieser

Assistente de direção: Rafael Gratieri

Elenco: André Grecco

Consultoria teórica: João Nemi

Produção executiva: Rafael Petri

Direção de produção: André Grecco

Iluminação e Figurino: Kleber Montanheiro

Trilha Sonora: Vanessa Bumagny

Fotos e arte gráfica: Rafael Petri

Assessoria de Imprensa: Fabio Camara

Realização: Cão Bravo Produções LTDA

Serviço:

LOCAL: Caos – Rua Augusta 584 – Centro. 50 lugares.

DATA: 13/07 até 31/08 (Quartas 21h)

PREÇO ÚNICO: R$ 20,00

INFORMAÇÕES: (11) 2365-1260

DURAÇÃO: 45 min

CLASSIFICAÇÃO: 14 anos

EQUIPE:

Kiko Rieser

Formado em Artes Cênicas pela ECA-USP, já escreveu, dirigiu e produziu mais de dez espetáculos. Dirigiu, entre outras, “Capitu, olhos de mar” (em cartaz por dois meses no Teatro MuBE, realizando depois viagens por 10 cidades do interior paulista), “Na cozinha com a autora” (com Adriana Londoño e Camila dos Anjos) e “Amarelo distante” (com Mateus Monteiro) e as peças curtas “A casa da fonte dos anjos” (com Luiz Damasceno e Chico Ribas) e “O melhor ainda estápor vir” (com Paula Cohen, Daniel Faleiros e José Roberto Jardim). Produziu “Ruas de Barros” (viagens por diversas cidades de SP e MG), “Cabarezinho” (em cartaz por dois anos no CIT-Ecum), “Gardênia” (temporada no CIT-Ecum e viagens por 5 cidades do interior paulista), “Carta de um pirata” (temporada no Centro Cultural São Paulo) e “Consertando Frank”, indicado a melhor espetáculo no Prêmio APCA e em cartaz por um ano e meio além de diversas viagens, “Volpone” e “Amarelo Distante”. Produziu também o livro “Amor ao teatro”, uma compilação de duas décadas de críticas de Sábato Magaldi, indicado ao Prêmio Jabuti, na categoria Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia. Em 2012, venceu o concurso Dramaturgias Urgentes, do CCBB. Escreveu um romance, “Átimo”, e um livro de poemas, “Lapsos”, ambos no prelo.

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O conhecido musical MY FAIR LADY ganha versão com direção de Jorge Takla. A estreia é no Teatro Santander, em São Paulo.

O texto é baseado no clássico Pigmaleão, de George Bernard Shaw e conta a história de um professor aristocrata, Mr. Henry Higgins, que aceita o desafio de transformar Eliza Doolittle, uma vendedora de rua  em uma dama da alta sociedade.

A temporada começa em 27 de agosto e vai até 6 de novembro de 2016, com patrocínio da Renner e Zurich Santander Seguros.  Ingressos à venda nos sites Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br) e Entretix: http://www.entretix.com.br ou na bilheteria do teatro.

O protagonista masculino é vivido pelo ator Paulo Szot, ator e barítono, que em 2008 ganhou o Tony (o Oscar do teatro americano) de melhor ator por sua atuação no musical South Pacific, na Broadway, em Nova Iorque.

O ator foi o primeiro brasileiro a receber também os prêmios Drama Desk, Outer Critic’s Circle e Theater World Awards.

Já no elenco feminino, escolhido através de audição, estão Daniele Nastri como Eliza Doolittle. Sandro Christopher (Alfred Doolittle), Eduardo Amir (Cel. Pickering), Frederico Reuter(Freddy Eynsford- Hill), Eliete Cigaarini (Sra. Higgins) e Daniela Cury (Sra. Pearce) também fazem parte do elenco, que contará com 30 atores no total, além de 14 músicos.

“A nova montagem acontece num momento oportuno, quando a sociedade busca discutir de forma mais ampla temas e questões infelizmente ainda muito atuais, como discriminação, preconceito e barreiras sociais, além de apontar a cultura e a educação como meios possíveis de superação”, resume Stephanie Mayorkis.

No Brasil, a primeira encenação de My Fair Lady, intitulada Minha Querida Lady, foi realizada em 1962 pelo produtor Victor Berbara, com Bibi Ferreira e Paulo Autran nos papéis principais, além da participação de Marília Pêra, em início de carreira.

Jorge Takla já montou o musical há nove anos,  mas a concepção é nova. “Trabalhar numa nova montagem deste clássico, encenado nos maiores teatros do mundo de dez em dez anos, é um desafio imenso, delicioso e renovador. Eu mudei, cenários, figurinos e elenco também mudaram, mas a música e a história permanecem, cada vez mais adoráveis e contundentes”, resume Takla.

Depois colocarei o link para a matéria sobre a coletiva, que aconteceu dia 23 de agosto, no teatro Santander.

Elenco completo:

Paulo Szot – Prof Higgins

Daniele Nastri – Eliza Doolittle

Sandro Christopher – Alfred Doolittle

Eduardo Amir – Cel. Pickering

Frederico Reuter – Freddy Eynsford- Hill

Eliete Cigaarini – Sra. Higgins

Daniela Cury – Sra. Pearce

Ana Luiza Ferreira – Ensemble Feminino

Ana Paula Villar – Ensemble Feminino

Carol Costa – Ensemble Feminino

Claire Nativel – Ensemble Feminino

Debora Dib – Ensemble Feminino

Gisele Jesus – Ensemble Feminino

Janaina Bianchi – Ensemble Feminino

Luana Zenun – Ensemble Feminino

Maria Isabel Nobre – Ensemble Feminino

Talitha Pereira – Ensemble Feminino

Cadu Batanero – Ensemble Masculino

Cayo Caesar – Ensemble Masculino

Daniel Cabral – Ensemble Masculino

Diego Luri – Ensemble Masculino

Elton Towersey – Ensemble Masculino

Felipe Tavolaro – Ensemble Masculino

Fernando Cursino – Ensemble Masculino

Paulo Grossi – Ensemble Masculino

Marcio Louzada – Ensemble Masculino

Rafael Villar – Ensemble Masculino

Leo Diniz – Cover – Prof Higgins

Mariana Barros – Swing Feminino 1

Thiago Jansen – Swing Masculino / Dance Capitan

A música original é de Frederick Loewe, com letras de Alan Jay Lerner e versão em português de Cláudio Botelho, que assina a direção musical.

Serviço:

Ministério da Cultura, Mercado Livre e Mercado Pago apresentam:

My Fair Lady

Estreia: 27 de agosto

Temporada: até 6 de novembro de 2016

Local:   Teatro Santander

Endereço: Complexo do Shopping JK – Av. Juscelino Kubitschek, 2041 – Itaim Bibi – SP

Horários:

Quinta, às 21h

Sexta, às 21h

Sábado, às 17h e 21h

Domingo, às 16h e 20h

Ingressos:

Quintas

Frisas balcão: R$ 50,00

Balcão B: R$ 50,00

Balcão A: R$ 120,00

Frisas plateia superior: R$ 140,00

Plateia superior: R$ 180,00

Plateia VIP: R$ 240,00

Sextas, sábados e domingos

Frisas balcão: R$ 50,00

Balcão B: R$ 50,00

Balcão A: R$ 140,00

Frisas plateia superior: R$ 160,00

Plateia superior: R$ 200,00

Plateia VIP: R$ 260,00

Vendas:

Ingresso Rápido (www.ingressorapido.com.br),Entretix: http://www.entretix.com.br ou pelo telefone (11) 4003-1022

Bilheteria do teatro (horário de funcionamento – domingo a quinta: 12h às 20h ou até início do espetáculo / sexta e sábado: 12h às 22h)

Classificação Etária: livre (menores de 12 anos acompanhados dos pais ou responsáveis)

Duração: 2h30 em 2 atos, com 15 minutos de intervalo

Capacidade: 1.100 lugares

Patrocínio: Renner e Zurich Santander Seguros

Apoio: Estácio e Colgate

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Olha que bacana: Idosos são comunicadores na cidade de Santos – Rádio 60.0

O objetivo é falar sobre questões da terceira idade e contemplar os idosos de Santos, no litoral de São Paulo.

A Rádio 60.0 é iniciativa da prefeitura e administrada por pessoas da terceira idade.

A programação  é via internet e traz músicas dos anos 60 até o ano 2000.

Existe um programa de capacitação com workshop de capacitação em técnicas de rádio, com duração de uma semana e os alunos podem ingressar num grupo de voluntários que participam da produção, edição e locução da Rádio.

A iniciativa é da secretaria de Defesa da Cidadania e de Comunicação e Resultados, em parceria com o Fundo Social de Solidariedade e a Fundação Victório Lanza.

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Fragmentos disso que chamamos de ¨minha vida¨

Conto de Caio Fernando Abreu

Ilustração: Rodrigo Rosa

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Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer — eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de “minha vida”. Outros fragmentos, daquela “outra vida”. De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegido, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Libra. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector “Tentação” na cabeça estonteada de encanto: “Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível”. Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.

De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.

Era isso — aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecido. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.

(Publicado no jornal “O Estado de S. Paulo”, 22/04/1986)

Fonte: http://www.releituras.com/

 

Sobre o escritor:

Caio Fernando Abreu

por Odhara Caroline Rodrigues

 

Biografia | Sobre este Tumblr

Cartas | Pequenas Epifanias |Pedras de Calcutá | Morangos Mofados |Inventário do Ir-remediável | Os Dragões Não Conhecem O Paraíso | O Ovo Apunhalado

 

Biografia

Caio Fernando Loureiro de Abreu (Santiago do Boqueirão 1948 – Porto Alegre 1996). Contista, romancista, dramaturgo, jornalista.   Faleceu em Porto Alegre no dia 25 de fevereiro de 1996.

Muda-se para Porto Alegre, em 1963. Publica seu primeiro conto, O Príncipe Sapo, na revista Cláudia, em 1963. A partir de 1964, cursa Letras e Arte Dramática na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mas abandona ambos os cursos para dedicar-se ao jornalismo. Transfere-se para São Paulo em 1968, após ser selecionado, em concurso nacional, para compor a primeira redação da revista Veja. No ano seguinte, perseguido pela ditadura militar, refugia-se na chácara da escritora Hilda Hilst (1930 – 2004), em Campinas, São Paulo. A partir daí passa a levar uma vida errante no Brasil e no exterior. Fascinado pelo contracultura, viaja pela Europa de mochila nas costas, vive em comunidade, lava pratos em Estocolmo e considera a possibilidade de viver de artesanato em uma praça de Ipanema. Na década de 1980, escreve para algumas revistas e torna-se editor do semanário Leia Livros. Em 1990, vai a Londres lançar a tradução inglesa de Os Dragões Não Conhecem o Paraíso. Vai para a França, em 1994, a convite da Maison des Écrivains Étrangers et des Traducteurs de Saint Nazaire, onde escreve a novela Bien Loin de Marienbad. Em setembro do mesmo ano, escreve em sua coluna semanal, no jornal O Estado de S. Paulo, uma série de três cartas denominadas Cartas para Além do Muro, onde declara ser portador do vírus HIV.

Fonte: Itaú Cultural.

 

 

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